<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3648143099928206614</id><updated>2012-01-24T03:07:45.256-08:00</updated><title type='text'>ARTE E MANHAS</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://artezemanhas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artezemanhas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Sul do Estado</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>31</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3648143099928206614.post-6335390953228956779</id><published>2011-12-13T11:57:00.000-08:00</published><updated>2011-12-13T11:57:14.820-08:00</updated><title type='text'>Documentário e filme mostram Memérias do Rio Cachoeira</title><content type='html'>É chegada a hora de conferir o resultado do projeto “Memórias do rio Cachoeira”. Música, literatura e audiovisual. Foram com essas ferramentas que o diretor Victor Aziz construiu o documentário “Memórias do Rio Cachoeira”,&amp;nbsp;em que&amp;nbsp;as três linguagens se fundiram e formaram um belo trabalho que resultou em uma grande obra audiovisual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de dois anos entre pesquisas, entrevistas, confecção de trilha sonora e edição está pronto o documentário e o CD musical, com poemas de&amp;nbsp;autores de Itabuna. Segundo o diretor Victor Aziz; “a proposta do projeto além de contribuir para o enriquecimento cultural e social, é chamar a atenção da sociedade para situação do Rio Cachoeira que já foi fonte de trabalho e lazer, mas hoje tudo isso só existe na memória daqueles que cresceram vendo a gradual degradação do rio”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O CD possui doze poemas musicados, compostos por autores grapiúnas. Cyro de Mattos, Daniela Galdino, Firmino Rocha, Iana Carolina, Kléber Torres, Lorenza Mucida, Mither Amorim, Ruy Póvoas e Valdelice Pinheiro. O&amp;nbsp;projeto musical foi realizado pela banda Manzuá, que é também de Itabuna. Já o documentário que tem duração de sessenta minutos, mostra aspectos da história do rio Cachoeira e a sua relação com a história de Itabuna. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Lançamento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O&amp;nbsp;lançamento, será no dia 22 dezembro, às 19:30, no Centro de Cultura Adonias Filho. Na ocasião, acontecerá o show da banda Manzuá apresentando as canções inéditas do projeto “Memórias do rio Cachoeira”. &lt;br /&gt;O documentário também será exibido em seguida e mostrará ao público as relações estabelecidas com o rio e as lembranças de alguns personagens que estão em contato com o Rio Cachoeira no dia a dia. Antônio Alves Farias (Pescador), Maria Moreira (Lavadeira), Augusto Braga (Areeiro), Ana Maria Ferreira (Canoeira), Milton Luz (Aguadeiro), Edvaldo Domingos dos Santos (Pescador), Nilton Ferreira Ramos (Memorialista), Philipe Murillo Santana de Carvalho (Dr. em História), Neylor Alves Calasans Rego (PhD em Engenharia de Água e Solo) e Salvador Dal Pozzo Trevizan (PhD em Sociologia), são os depoentes do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “Memórias do rio Cachoeira” visa contribuir para o enriquecimento do acervo áudiovisual e histórico de Itabnuna. É uma realização do Núcleo de Produções Artísticas (NúProArt), da Panorâmica Produções e da banda Manzuá. O projeto foi vencedor do edital nº 05/2009 de Apoio a Produção de conteúdo em música no Estado da Bahia, através da Secretaria de Cultura - Secult, Fundo de Cultura da Bahia e da Fundação Cultural do Estado da Bahia – Funceb.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3648143099928206614-6335390953228956779?l=artezemanhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artezemanhas.blogspot.com/feeds/6335390953228956779/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3648143099928206614&amp;postID=6335390953228956779&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/6335390953228956779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/6335390953228956779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artezemanhas.blogspot.com/2011/12/documentario-e-filme-mostram-memerias.html' title='Documentário e filme mostram Memérias do Rio Cachoeira'/><author><name>Sul do Estado</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3648143099928206614.post-4395038773682449956</id><published>2011-12-07T05:33:00.000-08:00</published><updated>2011-12-07T05:33:41.491-08:00</updated><title type='text'>As caminhos de ferro, o turismo e a região do cacau</title><content type='html'>Os caminhos de ferro – A história da ferrovia na região cacaueira da Bahia do mestre em cultura e turismo pela Uesc/UFBa, Manuel Tenório Júnior, marca a inauguração do selo Publicações Marinetti, direcionado a autores que enfoquem temas relacionados com Itabuna ou com a região Sul da Bahia, que se desenvolveu sob signo do cacau. O projeto editorial é patrocinado pela Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de uma análise dialética, o autor ressalta que ferrovia não transportou apenas cargas e pessoas pelo mundo, mas levou em seus trilhos a dominação das economias centrais através da submissão imposta aos habitantes dos países periféricos e dependentes economicamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ele, a implantação de ferrovias no Brasil seguiu a mesma lógica e a construção da Estrada de Ferro de Ilhéus, no início do século passado, não foi um fato isolado do contexto global e sim conseqüência direta do período e da dinâmica histórica enfocada na pesquisa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Manuel Tenório Júnior, a chegada do trem de ferro na Região Cacaueira representou a consolidação de um novo modelo no transporte, e sua implantação resultou do interesse do capital transnacional em áreas tropicais fornecedoras de produtos exóticos com crescente demanda no mercado internacional, como era o caso do sul da Bahia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A implantação da The State of Bahia Western Railway Company Limited foi um importante elemento na ampliação da produção de cacau regional, uma vez que o antigo sistema de transporte em lombo de muares não atendia mais uma produção que já estava espalhada em um grande espaço agrícola. A estimativa é que o novo sistema reduzia em 80% os custos de transporte da produção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manoel Tenório observa ainda, que a ligação ferroviária entre os pólos produtores de cacau de Itabuna e Ilhéus, significou uma nova fase na cacauicultura do sul da Bahia, dinamizando o escoamento da produção de cacau até o porto exportador de Ilhéus, que em 1926 realizou a sua primeira remessa diretamente para os mercados externos através do navio a vapor sueco denominado de Falco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo constata ainda, que desde o período de funcionamento da primeira etapa da ferrovia até a sua total implantação, ou seja, nas três primeiras décadas do século XX, a lavoura cacaueira viveu sua fase áurea de expansão ocupando espaços da Mata Atlântica: “O plantio do cacau segue sua interiorização tendo na ferrovia um agente dinamizador e vai criando núcleos de povoamento e de fixação de pessoas que irão mais tarde se transformar em cidades tais como Itajuípe, Uruçuca e Ubaitaba”, que se desenvolveram à margem da ferrovia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Introdução&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro tem na sua introdução e nos dois primeiros capítulos um enfoque direcionado para os aspectos históricos e dialéticos do desenvolvimento tecnológico que resultou na revolução industrial e na expansão do modelo de transporte ferroviário, ficando a parte final para a implantação da ferrovia no Sul da Bahia e para a proposta de um projeto sobre os caminhos de ferro como opção de roteiro turístico e cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor também faz referências ao Movimento de Preservação Ferroviária - MPF-, com sede no Rio de Janeiro, uma associação sem fins lucrativos que realiza atividades de apoio à Administração Publica e a Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF), que inclusive, administra através um trecho da extinta Companhia Mogyana de Estrada de Ferro (CMEF).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenório lamenta que apesar de contar com um rico acervo ferroviário, uma vez que a Bahia foi uma das pioneiras na implantação das ferrovias no Brasil, “o nosso Estado pouco explora o Turismo Cultural Ferroviário”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E diz que no caso específico da Região Cacaueira da Bahia a História Ferroviária Regional começa de maneira concreta com a implantação da “The State Of Bahia South Western Railway Company Limited”, empresa britânica fundada em Londres em 1908 e que ficou inicialmente conhecida como “Ferrovia Ilhéus-Conquista” apesar de servir unicamente à Região Cacaueira por mais de sessenta anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As obras de engenharia ferroviária construídas na época para o funcionamento da referida ferrovia, tais como estruturas de apoio, caixas d’água para abastecimento de caldeiras, estações ferroviárias, paradas de estribos, pontes metálicas e trilhos ainda existentes e, que, junto com uma locomotiva a vapor estacionada em Ilhéus, compõem o acervo histórico imóvel, móvel e integrado da referida ferrovia. Eles serviriam, segundo o autor como suporte para o projeto de turismo ferroviário no Sul da Bahia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manoel Tenório salienta que este acervo regional possui um grande potencial turístico inexplorado e sua importância cultural e histórica é desconhecida até pela população local: “Um dos seus componentes, a Estação Ferroviária de Sequeiro de Espinho, localizada às margens do Rio Almada, é citada na famosa luta dos “Coronéis do Cacau” no romance intitulado Terras do Sem Fim, de autoria de Jorge Amado”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele conclui salientando que a recuperação e revitalização do Patrimônio Histórico Ferroviário Regional pelos agentes públicos para fins turísticos, ocasionaria efeitos positivos na composição total da demanda agregada da economia regional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considera ainda que os investimentos governamentais no setor criariam um ciclo de crescimento sustentável ou não, dependendo de uma série de variáveis, mas servindo como indutores da atividade econômica, partindo da premissa que o acervo ferroviário regional possui construções arquitetônicas de elevado potencial turístico, mas que necessitam de reforma e restauração para serem revitalizados como espaço cultural e de atrativo turístico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo precede ao projeto da Ferrovia Oeste-Leste, que tem como foco de discussões do seu impacto econômico e ambiental, mas isso é outra história.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3648143099928206614-4395038773682449956?l=artezemanhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artezemanhas.blogspot.com/feeds/4395038773682449956/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3648143099928206614&amp;postID=4395038773682449956&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/4395038773682449956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/4395038773682449956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artezemanhas.blogspot.com/2011/12/as-caminhos-de-ferro-o-turismo-e-regiao.html' title='As caminhos de ferro, o turismo e a região do cacau'/><author><name>Sul do Estado</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3648143099928206614.post-6842373322621336212</id><published>2011-12-05T12:01:00.000-08:00</published><updated>2011-12-05T12:01:46.177-08:00</updated><title type='text'>TRAKSTYLKATUM</title><content type='html'>&lt;strong&gt;A rica linguagem musical do poeta Nonato Veras&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nonato Veras, além de ser um dos fundadores do lendário Liga Tripa, ele é integrante da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como resultado de 10 anos de pesquisa e ricas experiências musicais, Trakstykatum entra para a História da Música de Brasília (DF) e da própria Música Popular Brasileira como um dos CDs mais instigantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho é o resultado da experiência do multimídia Nonato Veras, 52, um cantor, compositor, poeta e pandeirista, que vive na capital federal há 40 anos e se inscreve no universo da MPB com um disco inteiramente inovador e uma nova linguagem musical. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com 14 composições, das quais apenas duas em que Nonato Veras divide a parceria com Ivo Brito (Gambiarra) e Celso Araújo (Puturã), o disco aparece como um dos CDs mais importantes desta década e surpreende pelo ritmo, musicalidade e por um padrão de qualidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nonato Veras também assina a produção e arranjos, tocando violão, sintetizador e sampler. O CD tem ainda a participação de Beto Mendes (baixo), Moisés Alves (trompete), Carlos Malta (sax soprano), Hermetax (guitarra), Alciomar (trombone), Tom Vidal (bateria) e Betão (contrabaixo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O disco começa com Aú, de quase quatro minutos e meio, em que a voz característica do autor pontua com uma sonoridade que anuncia a estranheza do que virá, como a segunda canção, Artur.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a estranheza estética e sonora, é claro, fica por conta da cultura musical e da vivência artística de Nonato Veras, que além de ser um dos fundadores do lendário Liga Tripa, é integrante da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na OSTN, Nonato toca pandeiro, um dos instrumentos mais característicos da Música Popular Brasileira. Ele conta também que “o disco foi inteiramente gravado em casa. Levei 10 anos para concluí-lo, mas acredito que valeu a pena, porque ele é resultado de um trabalho criterioso e que foi bem recebido pela crítica”, complementou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Trakstykatum é a forma como eu tentei traduzir o som da bateria e isso significa que estamos levando o experimentalismo às últimas conseqüências. E o resultado foi um esforço de dez anos para gravar um disco, que também tem som de pássaros e uma nova linguagem. Eu moro num condomínio que tem muita natureza e isso influenciou no resultado final do trabalho”, diz Nonato Veras, que já trabalha na gestação de um novo projeto&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3648143099928206614-6842373322621336212?l=artezemanhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artezemanhas.blogspot.com/feeds/6842373322621336212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3648143099928206614&amp;postID=6842373322621336212&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/6842373322621336212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/6842373322621336212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artezemanhas.blogspot.com/2011/12/trakstylkatum.html' title='TRAKSTYLKATUM'/><author><name>Sul do Estado</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3648143099928206614.post-8353577305133646101</id><published>2011-10-11T08:59:00.001-07:00</published><updated>2011-10-11T08:59:55.166-07:00</updated><title type='text'>Louco da Aldeia</title><content type='html'>Tamanho horror inspira o homem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a seu próprio semelhante!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lautréamont&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passas negro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;paletó negro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;camisa e calça e sandálias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;negras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;todo negro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tudo negro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passas duro e com unhas sujas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fumando baga garimpada na calçada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;elegância dos indiferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Samuca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(olhos também negros)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;carvão riscas a avenida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e avisas o eterno em pane.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Plínio de Aguiar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SSA, setembro 2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3648143099928206614-8353577305133646101?l=artezemanhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artezemanhas.blogspot.com/feeds/8353577305133646101/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3648143099928206614&amp;postID=8353577305133646101&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/8353577305133646101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/8353577305133646101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artezemanhas.blogspot.com/2011/10/louco-da-aldeia.html' title='Louco da Aldeia'/><author><name>Sul do Estado</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3648143099928206614.post-171925320660986739</id><published>2011-06-13T08:33:00.000-07:00</published><updated>2011-06-13T08:33:59.373-07:00</updated><title type='text'>Anverso</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;strong&gt;Plínio de Aguiar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que preciso se faça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizer: se existo permita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que me matem os rastilhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do idioma, da couraça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acesos no desespero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que preciso se faça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silenciar: bastem células&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E imitações de outro próprio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Necessário à vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De quem oculta a si mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3648143099928206614-171925320660986739?l=artezemanhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artezemanhas.blogspot.com/feeds/171925320660986739/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3648143099928206614&amp;postID=171925320660986739&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/171925320660986739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/171925320660986739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artezemanhas.blogspot.com/2011/06/anverso.html' title='Anverso'/><author><name>Sul do Estado</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3648143099928206614.post-2951599386000044317</id><published>2010-11-26T12:24:00.000-08:00</published><updated>2010-11-26T12:24:30.192-08:00</updated><title type='text'>Muito além dos luares inúteis e da vida</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;strong&gt; Kleber Torres&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Inúteis Luas Obscenas, lançado pelo Casarão do Verbo, o escritor Hélio Pólvora incursiona no universo do romance, com uma história de leituras múltiplas, inter e até hipertextuais, que reúne paixões e vinganças, amor, ódio e a solidão, tendo como cenário as terras do cacau no Sul da Bahia, com o seu visgo, seus cheiros e o seu mel, além de coronéis, capangas e vítimas, e de luas amarelas, vermelhas e azuis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O enredo tem como personagem central o Surdo, um carpinteiro viúvo, que criou os filhos Jonas (que se apaixona e rapta Celina, filha de um coronel do cacau Castro Guerra) e Regina, personagens centrais e que dão títulos aos diversos capítulos, com várias possibilidades de leituras e oferecendo dois finais diferenciados, um deles sob a ótica do algoz e outro da vítima, com a percepção do que acontecia ao seu redor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um aspecto interessante no romance é que as personagens são apresentados a partir de um narrador onisciente (nos trechos em itálico de cada capítulo) e onde os personagens centrais da trama contam ao mesmo tempo a história sob a sua ótica pessoal, com suas idiossincrasias e dramas humanos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, em paralelo ao romance em si, haveria releituras de novelas a partir do Surdo (sete capítulos nas duas primeiras partes do romance e mais no Rio do Braço), de Jonas (oito capitulos), Regina (oito capítulos e o epílogo um) e Celina (com três capítulos na Purgação dos Pecados e o epílogo dois), que gravitam em torno de um eixo comum, numa estrutura multifocal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em essência, o livro é divido em cinco módulos narrativos. O primeiro, Fuga, revela o namoro de Jonas, filho de um carpinteiro e um personagem que tem como referência o profeta bíblico engolido pela baleia – o sistema -, que foge com Celina, a bela filha de um coronel do cacau, que com os seus tentáculos, mobiliza uma caçada impiedosa reunindo jagunços e diabólicos cães farejadores Satanás, Ferrabrás e a Bruxa, num cenário de tragédia e violência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como explica o narrador onipresente e possivelmente conhecedor de Albert Camus, o filósofo da náusea e do absurdo, da vida ninguém foge e a fuga é uma impossibilidade, além do mais, “foge-se dos lugares, foge-se das circunstâncias adversas, mas não se foge a um destino que parace atado ao eu”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crítica Gerana Demulakis considera que cada personagem do núcleo ficcional se exprime de forma a revelar suas intimidades, e compara o que ocorre no romance justamente por conta dos trechos em itálico, iniciadores dos módulos narrativos da primeira e da segunda parte do romance: “Fuga” e “Purgação dos Pecados”, com “uma espécie de proêmio do coro na tragédia grega, são confissões como que ao pé do ouvido do leitor”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor recorre ainda na construção da obra a referências literárias das Memórias Inacabadas, de Humberto de Campos, um jovem que saiu do interior e foi buscar a sorte literária na Capital Federal, o Rio de Janeiro, ou do folhetim de Eugène Sue, o Judeu Errante a lenda de Ashaverus, “uma parábola de angústia e inquietação do homem”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há ainda referências do autor ao poeta Robert Frost num poema escatológico, em que o mundo para alguns acabará em fogo e para outros em gelo ou ainda às suas memórias cinematográficas a Akira Kurosawa, com seus samurais que buscavam o caminho ao acaso e mesmo aos velhos seriados dos anos 30.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se, para Hélio Pólvora, “coronéis sempre haverá nesta vida”, os seus personagens nominados a partir da mitologia, com Celina, aparecendo como uma alusão à deusa de todas as luas, e um Jonas bíblico, convivendo com uma irmã voluntariosa, centralizadora e dominadora Regina, que transforma a vingança num prato de mingau que se come frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tudo culmina em tragédias sucessivas e na trágica solidão do Surdo, que ausente do mundo dos sons, está à margem da vida e próximo cada vez mais da morte, aparecendo como a chave de integração e de interlocução entre os personages através do seu distanciamento aparente ou real do mundo, numa narrativa complexa, humana, metafórica e ao mesmo tempo dialética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;Texto &lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Preciso descobrir um amigo mudo, ele pensou. Um desses a quem se pode abrir as comportas, dizer tudo, sem o risco de contestação. Detesto controvérsias. No dia em que eu disser que a Lua é quadrada e que a Terra gira ao seu redor, queiram acreditar. Talvez o Mudo tivesse respostas para as minhas indagações mais fundas - e o bom gosto de não as exprimir. Também procuro um amigo cego. Sem a capacidade de ver e afligir-se, nos tramsitiria paz – a mim, ao Surdo e ao Mudo”,&lt;/strong&gt; Hélio Pólvora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3648143099928206614-2951599386000044317?l=artezemanhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artezemanhas.blogspot.com/feeds/2951599386000044317/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3648143099928206614&amp;postID=2951599386000044317&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/2951599386000044317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/2951599386000044317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artezemanhas.blogspot.com/2010/11/muito-alem-dos-luares-inuteis-e-da-vida.html' title='Muito além dos luares inúteis e da vida'/><author><name>Sul do Estado</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3648143099928206614.post-8379711636259020797</id><published>2010-06-07T04:33:00.001-07:00</published><updated>2010-06-07T04:33:27.168-07:00</updated><title type='text'>Poesia - Plínio de Aguiar</title><content type='html'>MERGULHO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo da superfície de arrepio da nesga de mar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que vejo sentado no sofá na sala na manhã&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devem estar peixes, diversas cores, tamanhos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Formatos diferentes no padrão de nado e guelras,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escamados e encourados com listras e pintas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que não eliminam a possibilidade de desejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo da superfície de arranhões da faixa de mar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que sinto nos olhos parados estariam começo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E fim, vulcões, serpentes e pentes de sereias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verdes, o próprio enigma de estar o que poderia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estar no trocadilho de horas enferrujadas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dados do polifemo, Ulisses, regressos calados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo da superfície de violência de sobra de mar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que noto entre copas de árvores funciona usina,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vultos submergindo-se originados de albumina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mergulhando no verbo pronunciado em encontro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De águas, espuma, sonhos, argila. Guitarras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emergem surpresas presas à quilha do último beijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Plínio de Aguiar viveu no México por quatro anos, quando fez cursos de pós-graduação em antropologia, educação e filosofia. É autor dos livros de poemas Lira rústica (2005) e Buraco na meia (2009), publicados pela Booklink Editora, Rio de Janeiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3648143099928206614-8379711636259020797?l=artezemanhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artezemanhas.blogspot.com/feeds/8379711636259020797/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3648143099928206614&amp;postID=8379711636259020797&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/8379711636259020797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/8379711636259020797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artezemanhas.blogspot.com/2010/06/poesia-plinio-de-aguiar.html' title='Poesia - Plínio de Aguiar'/><author><name>Sul do Estado</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3648143099928206614.post-2374861639635408593</id><published>2010-05-13T12:10:00.001-07:00</published><updated>2010-05-13T12:10:01.265-07:00</updated><title type='text'>Bainos na Bienal no Liv ro em Minas Gerais</title><content type='html'>Uma parceria entre a Câmara Bahiana do Livro (CBaL) e o Governo da Bahia, por meio das secretarias de Cultura (Secult) e da Indústria, Comércio e Mineração (Sicm), garantirá uma participação inédita do estado na Bienal do Livro de Minas Gerais, que será aberta sexta-feira (14), em Belo Horizonte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     A Bienal do Livro Minas 2010 é organizada pela Câmara Mineira do Livro e contará com a participação de diversos autores destacados, como Ruy Castro, Frei Betto, Arthur Dapieve, Letícia Wierszchovski, Zuenir Ventura, Moacyr Scliar, Arnaldo Bloch, e um dos baianos de maior projeção na literatura nacional, Ruy Espinheira Filho. Além dos debates, dezenas de editoras estarão presentes em estandes montados no pavilhão da Expominas, até o dia 23, data de encerramento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     A Bahia também terá seu stand próprio, repetindo o sucesso da participação do estado na Bienal do Rio de Janeiro, em 2009. Serão expostos mais de três mil exemplares de livros baianos, de editoras como Edufba, Corrupio, Via Litterarum, Arcadia e Kalango, de autores independentes e produções da Secult, por intermédio da Fundação Pedro Calmon e do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural do Estado (Ipac). O estande, de 105 metros quadrados, um dos maiores da Bienal, contará com o atendimento de oito autores e expositores baianos, que interagirão com os visitantes durante os dez dias do evento, visando apresentar a produção gráfica, editorial e livreira da Bahia a um público estimado em mais de 300 mil pessoas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Delegação - Além de Ruy Espinheira Filho, a Bahia será representada pelos escritores Nilson Schommer, Miriam de Sales, Clara Maciel, Hugo Homem e Soll Dantas. A delegação baiana é formada também por outros segmentos da cadeia produtiva do livro, como o editor Severino Martins, o gráfico Marcos Medeiros e o livreiro Marcos Tavares Marinho, além de gestores da área de cultura do Estado. Estão previstas reuniões com editores e livreiros de Minas Gerais e do Sul e Sudeste do Brasil, visando a troca de experiências e a formação de parcerias que projetem a produção literária baiana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Para o presidente da Câmara Bahiana do Livro, Aurélio Schommer, tal delegação, inédita em eventos da cadeia produtiva do livro, é uma grande oportunidade para agregar negócios a nossos empresários do segmento. Aurélio destaca ainda que o Governo da Bahia, com a presença na Bienal de Minas, demonstra o efetivo compromisso com a literatura enquanto arte e ofício, e, principalmente, com quem faz e distribui o livro enquanto negócio, gente sem a qual a literatura não chega ao leitor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Para o secretário de Cultura do Estado, Márcio Meirelles, a participação da Bahia na Bienal de Minas é uma oportunidade de fortalecer a cadeia produtiva do Livro. “O Estado tem esse papel de articulador. Na medida em que promovemos o setor livreiro da Bahia em outros estados, nós aumentamos nossa capacidade de articulação e construção de políticas públicas. Queremos fortalecer o setor e buscamos sustentabilidade, sem a qual não há possibilidade de termos um parque editorial na Bahia e nem mais leitores”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Esta não é a primeira vez que a Câmara Bahiana do Livro e Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, por meio da Fundação Pedro Calmon, participam de uma Bienal fora do estado. Em setembro de 2009, em parceria com editoras locais e livrarias, autores baianos estiveram na XIV Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro. Segundo dados da Câmara Bahiana do Livro, na ocasião foram comercializados cerca de mil exemplares, totalizando uma receita de aproximadamente R$ 16 mil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3648143099928206614-2374861639635408593?l=artezemanhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artezemanhas.blogspot.com/feeds/2374861639635408593/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3648143099928206614&amp;postID=2374861639635408593&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/2374861639635408593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/2374861639635408593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artezemanhas.blogspot.com/2010/05/bainos-na-bienal-no-liv-ro-em-minas.html' title='Bainos na Bienal no Liv ro em Minas Gerais'/><author><name>Sul do Estado</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3648143099928206614.post-3894366323460957768</id><published>2010-05-12T13:07:00.000-07:00</published><updated>2010-05-13T04:58:03.524-07:00</updated><title type='text'>Um rico painel da Literatura Baiana 1920-1980</title><content type='html'>O livro reaparece em edição atualizada mostrando a literatura baiana em seu período mais rico e inovador&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge Amado, Florisvaldo Mattos e Plínio Aguiar três nomes da região Sul da Bahia estão entre os 17 autores baianos que construíram a literatura da Bahia ao longo do século XX,  ouvidos por Valdomiro Santana na segunda edição revista e ampliada do livro Literatura Baiana 1920-1980, que traça um expressivo painel  da cultura na Bahia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vinte e três anos depois, este livro reaparece em edição atualizada  mostrando a literatura baiana em seu período mais rico, inovador e mais fecundo. O trabalho foi editado conjuntamente pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), Fundação Casa de Jorge Amado, e Casa de Palavras.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que ao reunir depoimentos de escritores e poetas, o ex-livreiro e ex-editor, o jornalista, cartunista e artista gráfico, Valdomiro Santana recupera e documenta a memória de grupos, revistas e movimentos literários que, em Salvador, Feira de Santana e Itabuna, ao longo desse período, através de autores reconhecidos pela crítica literarária e que deram projeção nacional e internacional à Bahia, que continua sendo um celeiro cultural do país. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um destaque para esse trabalho cuidadoso de um verdadeiro garimpeiro literário, é que num tempo de memórias difusas e registros passageiros, e até imprecisos, este livro apresenta uma atualidade impressionante   é ao mesmo tempo, representa uma contribuição notável pela riqueza das informações, pela força dos testemunhos, pela originalidade da proposta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inquietação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Jorge Amado a Plínio de Aguiar, o que se percebe é a existência de uma inquietação em  criar com palavras o que entra em sintonia com a modernidade do mundo. Para o coordenador do Programa de Pós-Graduação e Diversidade Cultural da Universidade de Feira de Santana, Aleilton Fonseca, “o livro é um roteiro de pesquisa, com informações, dados e opiniões  seminais daqueles que, tendo participado dos movimentos, demarcam possíveis vertentes de abordagem,, aferição, registro  e avaliação de autores , revistas e obras”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele ressalta ainda, que Valdomiro  Santana percebeu ao concluir a primeira edição há 23 anos, a vocação dos escritores baianos para falar da sua experiência literária,avaliar as ações coletivas e opinar sobre a importância e a eficácia daquilo que realizaram: “Ele soube dirigir as provocações mais diretas, encorajar os depoentes mais reservados e expandir as opiniões mais cuidadosas.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso Aleiton Fonseca observa a partir do livro o alargamento dos métodos de geistros das idéias literárias, incorporando a exatidão dos dados objetivos e mostrando que os livros, revistas, artigos e notícias de jornais como marcas indeléveis da subjetividade dos seus princpais autores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Movimentos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No livro são citados grupos e movimentos literários como a Academia dos Rebeldes, as revistas Arco e Flexa, Samba, cadernos da Bahia, Ângulos, Mapa, Cordel, Serial e Hera, com um rico depoimento dos seus principais integrantes ou idealizadores. Nesta segunda edição o painel é enriquecido com depoimentos de Guido Guerra, que traça uum painel dos problemas do parque editorial baiano; de Getúlio Santana e Nildão sobre a experiência da Literarte e de Myriam Frga sobre a coleção dos novos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já Plínio Aguiar  resgata a cultura itabunense com um depoimento sobre Itabuna  sob a sombra benigna do anjo bêbado Firmino Rocha, um painel da cultura grapiúna a partir dos anos. Ele lembra as plaquetas Poema I e II e Conto I  e II, editados por cortesia da Epan, de Nelito Carvalho nos anos 60 e depois o Telapoema, em 1971.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aguiar também faz referência à Sociedade Itabunense de Cultura (SIC), “outro fator impulsionador da produção literária e artística da cidade”. Observa que  a agitação cultural em Itabuna era um fato, “a despeito de, nessa época, viver o país sob a ditadura imposta em 1964, que se torna  mais violenta e obscurantista com a decretação do Ato Institucional nº 5, o infame AI 5, de triste memória, que durou 10 anos”, complementou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele também fez referências à contracultura e ao surgimento da Faculdade de Filosofia de Itabuna  depois integrada à Federação das Escolas Superiores de Ilhéus e Itabuna. Cita como de relevância o Projeto de Atividades Culturais Cacau (Pacce), mantido pelo Conselho Consultivo dos Produtores de Cacau (CCPC), coordenado pelo poeta e jornalista Telmo Padilha e que patrocinou a exposição de artistas plásticos regionais em vários paises do continente europeu. O Pacce também publicou vários autores regionais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valdomiro Santana é  jornalista, escritor, editor e mestre em Literatura e Diversidade Cultural pela UEFS (Universidade Estadual de Feira de Santana). &lt;br /&gt;De 1967 a 1971 trabalhou como repórter e redator do Jornal A Tarde e Tribuna da Bahia. Foi colaborador do Jornal do Brasil. Autor dos livros: O dia do Juízo (contos, 1986); Literatura baiana 1920-1980 (1986; 2ª. edição revista e Ampliada, 2009) e Pastelaria Triunfo (crônicas, 2005). &lt;br /&gt;Organizou e prefaciou as antologias O conto baiano contemporâneo (1995) e Os melhores contos, de Wander Piroli (1996). É um dos 40 participantes  ao lado de Machado de Assis, Graciliano Ramos, Aníbal Machado, Rubem Braga, Lygia Fagundes Telles e Luiz Vilela — da antologia Trabalhadores do Brasil: — Histórias do povo brasileiro (organização e prefácio de Roniwalter Jatobá, 1998). &lt;br /&gt;Foi editor da Revista de Cultura da Bahia (1998-2005) e coordenou os projetos de edição facsimilar da revista Samba (1999), um dos primeiros periódicos modernistas baianos, e a Obra poética de Sosígenes Costa (2001). Trabalha atualmente na UEFS Editora.(Kleber Torres)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3648143099928206614-3894366323460957768?l=artezemanhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artezemanhas.blogspot.com/feeds/3894366323460957768/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3648143099928206614&amp;postID=3894366323460957768&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/3894366323460957768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/3894366323460957768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artezemanhas.blogspot.com/2010/05/um-rico-painel-da-literatura-baiana_12.html' title='Um rico painel da Literatura Baiana 1920-1980'/><author><name>Sul do Estado</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3648143099928206614.post-2845041176010552578</id><published>2010-04-28T11:25:00.001-07:00</published><updated>2010-04-28T11:25:15.767-07:00</updated><title type='text'>Tica Simões lança Casinha-que-anda em Ilhéus</title><content type='html'>A Editora Editus, da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), e o Grupo de Pesquisa Identidade Cultural e Expressões Regionais (Icer) promoveram na noite de terça-feira (27), no Teatro Municipal de Ilhéus (TMI), o lançamento do livro “Casinha-que-anda: uma aventura inesquecível”, da escritora e professora Tica Simões. O livro de ficção/aventura, que traz ilustrações de George Pellegrini, foi contemplado com a bolsa de criação literária da Funarte em 2009. Prestigiada por centenas de estudantes, a solenidade de lançamento contou com uma belíssima interpretação artística do Núcleo de Artes da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc – Nau).&lt;br /&gt; A proposta do lançamento de “Casinha-que-anda: uma aventura inesquecível” foi estabelecer um primeiro contato das crianças com a obra de Tica Simões, inaugurando, paralelamente, um grande projeto sobre Educação Patrimonial. A ação junto aos leitores prevê desdobramentos relativos à recepção da obra em escolas de primeiro grau de Ilhéus e Itabuna, sempre no âmbito da educação patrimonial, cultural e natural.&lt;br /&gt; As inscrições das escolas interessadas em participar do projeto deverão ser feitas na Editus, no período de 29 deste mês a 15 de maio. A Uesc oferecerá 10 exemplares para a biblioteca de dez escolas públicas e 3 exemplares para a biblioteca de cinco escolas privadas, disponibilizando exemplares a preço de capa, especialmente para os participantes.&lt;br /&gt; O projeto será realizado em três etapas. A primeira consistiu no lançamento e a segunda envolverá a distribuição de quotas da obra às escolas participantes. A última etapa proporcionará, em cada escola inscrita, uma grande discussão com a autora de “Casinha-que-anda: uma aventura inesquecível”. “A Editus e eu pretendemos que as ações estimulem a leitura e sejam capazes de contribuir para a formação dos nossos pequenos cidadãos no que tange aos cuidados com o patrimônio natural e cultural”, enfatiza a professora Tica Simões, autora do livro e também do projeto. O evento recebeu o apoio da Fundação Cultural de Ilhéus, Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania e Fundação Cultural do Estado da Bahia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3648143099928206614-2845041176010552578?l=artezemanhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artezemanhas.blogspot.com/feeds/2845041176010552578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3648143099928206614&amp;postID=2845041176010552578&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/2845041176010552578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/2845041176010552578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artezemanhas.blogspot.com/2010/04/tica-simoes-lanca-casinha-que-anda-em.html' title='Tica Simões lança Casinha-que-anda em Ilhéus'/><author><name>Sul do Estado</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3648143099928206614.post-750474896887830040</id><published>2010-04-27T08:58:00.001-07:00</published><updated>2010-04-27T08:58:01.142-07:00</updated><title type='text'>Livro de Telmo Padilha incluído na programação dos festejos dos 100 anos de Itabuna</title><content type='html'>Como parte da programação dos festejos do centenário da cidade, a Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC) estará promovendo em 5 de maio, às 19 horas, na Biblioteca Plínio de Almeida, o lançamento do livro  Canto de amor e ódio a Itabuna, do poeta Telmo Padilha, numa parceria com a Prefeitura de Itabuna e com a Editora Editus da Universidade de Santa Cruz. &lt;br /&gt;O livro é o resultado de uma criteriosa seleção realizada por José Haroldo Castro Vieira em 17 pastas com mais de cinco documentos, textos e  poemas deixados pelo autor itabunense, que se vivo o fosse estaria completando 80 anos, na mesma data do lançamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Póstumo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o presidente da FICC, Cyro de Mattos,  esse é um livro póstumo, feito com muito amor, “por um dos melhores poetas brasileiros contemporâneos. Ele era um poeta maior e do mesmo nível de qualidade de Florisvaldo Mattos, Sossígenes Costa e Valdelice Pinheiro, autores regionais e com uma dimensão nacional”.&lt;br /&gt;Ele destaca ainda, que Telmo Padilha deixou como legado uma poesia vigorosa, marcada pela compulsão e pelo tom confessional, com um profundo questionamento sobre a condição humana, a vida e a morte: “Ele também foi de certa forma um poeta da angustia e da solidão, mas que falou ao mesmo tempo da sua terra e dos temas regionais”, complementou o presidente da FICC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Critica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elogiado por Carlos Drummond de Andrade, Jorge Amado e pela crítica brasileira e internacional, Telmo Padilha se consagrou com a conquista do Prêmio San Rocco de Poesia em Milão. O autor deixou mais de 30 livros publicados, alguns deles traduzidos para o italiano, o espanhol, o inglês e até para o japonês.&lt;br /&gt;Ele também conquistou o Prêmio Nacional de Poesia, do MEC, através do Instituto Nacional do Livro, em 1975.  Entre os livros publicados  estão "Girassol do Espanto"(1956); "Ementário"(1974); "Onde tombam os pássaros"(1974); "Pássaro da Noite" (1977); "Canto Rouco"(1977); "O Rio"(1977); "Vôo Absoluto" (1977); "Poesia Encontrada"(1978); "Travessia"(1979); "Punhal no Escuro"(1980) e "Noite contra Noite" (1980), que ainda podem ser adquiridos através da internet.&lt;br /&gt; Seu último livro editado postumamente pela Editus, Canto de Amor e de Ódio a Itabuna é também o título de um longo poema de 50 páginas, onde fala da sua cidade natal, através de lembranças, símbolos, sua gente,  seus conflitos e da vida provinciana de uma cidade que se propõe cosmopolita.  &lt;br /&gt;Ao livro se soma  um conjunto de reflexões, artigos, crônicas e entrevistas reunidos  num volume de 506 páginas publicados pela Editus, coletados através criterioso trabalho de seleção realizado por José Haroldo de Castro Vieira, que pesquisou milhares de documentos, muitos deles escritos em pedaços de papel, reunindo desde lâminas de carteiras de cigarro até pedaços de papel de embrulho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficha técnica &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Canto de amor e ódio a Itabuna&lt;br /&gt;Telmo Padilha&lt;br /&gt;506p. / 15x21 cm&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3648143099928206614-750474896887830040?l=artezemanhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artezemanhas.blogspot.com/feeds/750474896887830040/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3648143099928206614&amp;postID=750474896887830040&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/750474896887830040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/750474896887830040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artezemanhas.blogspot.com/2010/04/livro-de-telmo-padilha-incluido-na.html' title='Livro de Telmo Padilha incluído na programação dos festejos dos 100 anos de Itabuna'/><author><name>Sul do Estado</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3648143099928206614.post-8648990867348933772</id><published>2010-02-18T12:52:00.001-08:00</published><updated>2010-02-18T12:52:41.875-08:00</updated><title type='text'>Conhecidos vencedores do Bahia de Todas as Letras</title><content type='html'>No total entre os  135 autores inscritos, apenas 25 trabalhos foram classificados, o que representa um percentual de 18,5%.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A 4ª edição do Concurso Literário Bahia de Todas as Letras, realizado conjuntamente pelas editoras Via Litterarum e Editus, da UESC, com patrocínio para os primeiros colocados através da Fundação Chaves, teve inscritos 135 autores em cinco categorias para a fase de avaliação dos trabalhos inscritos. Na edição 2010 autores de Ilhéus e de Itabuna também foram premiados.&lt;br /&gt;O coordenador do concurso, Agenor Gasparetto explica que  momento, está  preparando a antologia desta edição do concurso e a premiação, já em 2010, deve ocorrer ainda nos próximos meses.  &lt;br /&gt;No resumo de inscritos e aprovados por gênero Poesia teve 64 trabalhos inscritos, com apenas quatro autores classificados, percentual de 6%. Conto, 51 inscritos e 13 autores classificados, percentual de 25%. Já o Cordel, contou com sete autores  inscritos e três obras classificadas, percentual de 43%. Na gênero Crônica o concurso contabilizou 11 autores inscritos e seis classificados, percentual de 54,5%. Já o Ensaio Literário, teve dois inscritos e os dois trabalhos foram aprovados, com um percentual de aproveitamento de 100%. No total de 135 autores inscritos, os trabalhos classificados somam 25, o que representa um percentual de 18,5%.  Gasparetto, que tem formação na área de pesquisa sociológica,  observa-se que nos gêneros poesia e conto os avaliadores classificaram poucas obras, enquanto que nas demais categorias, proporcionalmente ao numero de  inscritos, a classificação com média sete foi relativamente alta. Registra também, que toda avaliação tem elevado grau de subjetividade: ”assim, um autor não ser classificado por uma comissão não significa necessariamente que suas obras não tenham relevância ou mérito literário. Isto significa apenas que para os integrantes da mesma, a obra não obteve média 7”, complementou. &lt;br /&gt;A propósito, ele revela que continuam avaliações discrepantes, o que revela o grau de subjetividade, sobretudo no gênero poesia. Mas um outro dado animador é que é comum autores venceram após anos de inscrição, um fato que também ocorreu nesta edição: “Classificados e vencedores nesta edição já se inscreveram e não obtiveram êxito em edições anteriores”.  &lt;br /&gt;Um outro registro segundo Gasparetto é que, pela primeira vez na história do concurso, há vencedores nascidos ou residentes em Itabuna e Ilhéus, as duas maiores cidades da região. Nesta edição foram classificadas obras de autores com média sete, considerando as três melhores notas dentre as quatro recebidas dos avaliadores, ou seja, a nota menor de cada avaliador não foi considerada para fins de média final.   &lt;br /&gt;Resultados por categoria&lt;br /&gt;Ensaio literário: &lt;br /&gt;1º Lugar - Autor: Maria José de Oliveira Santos.  Pseudônimo Mazé. Obra: Um caso de amor na Cidade de Salvador da Baía de Todos os Santos. Vadinho versus Dona Flor versus Teodoro Madureira. – Média 8,5. Nasceu e reside em Alagoinhas.&lt;br /&gt;2º Lugar - Autor: Wellimgton José Gomes Freire Pseudônimo Telcatlipoca. Obra: A guerra na trilogia do cacau de Jorge Amado.  Média 7,3. Nasceu e reside em Feira de Santana.&lt;br /&gt;Cordel: &lt;br /&gt;1º Lugar - Autor: Gustavo Felicíssimo e Lourival P. Piligra Júnior . Pseudônimo Veneno: Obra: A peleja virtual entre dois poetas arretados. Média 9,2.  Gustavo nasceu em Marília, São Paulo, e reside em Itabuna e Lourival Peligra, nasceu e reside em Itabuna.&lt;br /&gt;2º Lugar - Autor: Josiane Andrade de Cristo, Gleide Santana Freitas, Gleiciele da Silva Oliveira e Shagaly Damiana Araujo Ferreira.  Pseudônimo 4 Amigas. Obra: O Mar de Luis. Média 8,7. Gleide e Gleiciele nasceram e residem em Salvador, Josiane nasceu em Queimadas e Shagaly nasceu em Santo Amaro e todas residem em Salvador.&lt;br /&gt;3º Lugar - Autor: Zilnay Martins dos Santos. Pseudônimo Lucy Regis: Obra: Gabriela, sem cravo e sem canela. Média 7,0. Nasceu em Ubaitaba e reside em Ilhéus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crônica*: &lt;br /&gt;1º Lugar - Autor: Manoel Souza das Neves.  Pseudônimo  Maneco. Obras: Mentiropédia, Eu tenho medo de mulher, Auxílio – Funeral – Média 8,9. Nasceu e reside em Santo Antonio de Jesus, Bahia.&lt;br /&gt;2º Lugar - Autor: Ana  Carolina Nery da Silva. Pseudônimo Borboleta Amarela. Obras: Santa Lúcia, Aluguel e Colheita – Média 8,5. Nasceu em Camacã e reside em Salvador.&lt;br /&gt;3º Lugar -Autor: Coracy Teixeira Bessa. Pseudônimo Buterfly. Obras: Louca, mas...Quem não é?, Outono solitário e Roça – Média 8,2. Nasceu e reside em Salvador.&lt;br /&gt;Menções  Honrosas :&lt;br /&gt;Autor: Jaqueline Pinheiro.  Pseudônimo: J. Pinheiro. obras Poesia de Malandro, Valha-me Deus e País dos empoleirados. Nasceu e reside em Ipiaú.&lt;br /&gt;Autor: Caio Suzart Levinsg.  Pseudônimo: Argôlo. Obras: Suicídio telefônico, Literatura Virtual e Procrastinação. Nasceu e reside em Ilhéus.&lt;br /&gt;Autor: Gabriel Nascimento dos Santos. Pseudônimo: Cavalheiro Noturno. Obras: A Velha do ônibus, A tela e Máquina mortífera. Nasceu e reside em Ilhéus. &lt;br /&gt;• cada autor inscreveu três trabalhos sendo avaliado o conjunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poesia**: &lt;br /&gt;1º Lugar - Autor: Gustavo Felicíssimo.  Pseudônimo: Veneno. Obras: Procura, O credo de Don Juan e Monólogo de Don Juan. – Média 7,7. Nasceu em Marília, São Paulo e reside em Itabuna.&lt;br /&gt;2º Lugar - Autor: Moacir Eduão Farias. Pseudônimo: Stoenesco. Obras: Revisão de uma noite hai cai, Poesia póstuma num poema vivo em confronto. – Média 7,3. Nasceu em São Gabriel, Bahia, e reside em Irecê, Bahia.&lt;br /&gt;2º Lugar Autor: Tiago Santos Groba. Pseudônimo:  Diana. Obras: Herança, Quase e Amores.  –  Média 7,3. Nasceu no Rio de Janeiro e reside em Jequié.&lt;br /&gt;3º Lugar - Autor: Maria Aurinívea Souza de Assis. Pseudônimo: Nina. Obras: Húmus, Medidas inventadas e Prelúdio colegial.  – Média 7,3. Nasceu em Limoeiro do Norte, Ceará, e reside em Salvador. &lt;br /&gt;** Cada autor inscreveu três trabalhos sendo avaliado o conjunto.&lt;br /&gt;Conto: &lt;br /&gt;1º Lugar - Autor: Tiago Santos Groba.  Pseudônimo: Amaro. Conto: Amaro –  Média 8,3. Nasceu e reside em Salvador.&lt;br /&gt;1º Autor: Denize Ravizzoni.  Pseudônimo: DR. Conto: O mergulho – Média 8,3. Nasceu em Caxias do Sul e reside em Ilhéus. &lt;br /&gt;2º Lugar - Autor: Noélia Estrela de Oliveira. Pseudônimo: Estrelinha. Conto: Os Urubus – Média 8,2. Nasceu e reside em Itabuna.&lt;br /&gt;3º lugar - Autor: André Luis Azevedo dos Santos. Pseudônimo: Anjo Zen. Conto: Retrocesso- – Média 8,0. Nasceu em Salvador e reside em Itajuípe, Bahia. &lt;br /&gt;Menções honrosas&lt;br /&gt;Autor: Horácio Daniel Sequeira.  Pseudônimo: Nicásio Pereira. Conto: Os vizinhos da Rua Lago. Nasceu em Buenos Ayres e reside em Ilhéus.&lt;br /&gt;Autor: Nadson Vinícius dos Santos.  Pseudônimo: Nadson. Conto: O morto que não foi enterrado. Nasceu em Camamu e reside em Ilhéus. &lt;br /&gt;Autor: João Daniel Guimarães Oliveira.  Pseudônimo: Vicente Furtado. Conto: O terminal. Nasceu e reside em Feira de Santana. &lt;br /&gt;Autor: Sonia Maria Lobo Moreira da Silva.  Pseudônimo: Cindylis. Conto: A coleção de bonecas. Nasceu e reside em Salvador.&lt;br /&gt;Autor: Otoniel Santiago Neves.  Pseudônimo: Angel. Conto: A formiga vai à escola. Nasceu e reside em Itabuna.&lt;br /&gt;Autor: Glauber Costa Fernandes Pseudônimo: Glauber. Conto: A locomotiva. Nasceu em Ipiaú e reside Ubatã, Bahia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autor: Coracy Texeira Bessa. Pseudônimo: Antenado. Conto: Quem nunca tirou meleca do nariz? Nasceu e reside em Salvador. Nasceu e reside em Salvador.&lt;br /&gt;Autor: Wasleington Francisco Santos Neto.  Pseudônimo: W. Neto. Conto: O velho. Nasceu e reside em Itabuna.&lt;br /&gt;Autor: Miguel Florindo Bomfim Freitas. Pseudônimo: Minino de Livramento. Conto: Sobras de Cacau. Nasceu em Livramento, Bahia, e reside em Ilhéus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3648143099928206614-8648990867348933772?l=artezemanhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artezemanhas.blogspot.com/feeds/8648990867348933772/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3648143099928206614&amp;postID=8648990867348933772&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/8648990867348933772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/8648990867348933772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artezemanhas.blogspot.com/2010/02/conhecidos-vencedores-do-bahia-de-todas.html' title='Conhecidos vencedores do Bahia de Todas as Letras'/><author><name>Sul do Estado</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3648143099928206614.post-2960931013397493057</id><published>2009-11-24T12:28:00.000-08:00</published><updated>2009-11-24T12:30:26.920-08:00</updated><title type='text'>A policromática busca poética de Iolanda Costa</title><content type='html'>O livro Amarelo por Dentro, de Iolanda Costa, será lançado oficialmente no dia 22, no Centro de Cultura Adonias Filho, em Itabuna. Com prefácio de Florivaldo Mattos, para quem a autora investe na busca de um pretérito e esquecido, “ou cor de letra, quando salta de uma gema de árvore ou de página”, num trabalho intuitivo e marcado essencialmente pela captura de uma nova linguagem.&lt;br /&gt;O seu projeto poético  também reflete  de forma sincrônica em suas três faces cromáticas – azul dissolvido em água, à sombra da tua vinha e os de madeira e algodão-, revelando na sua divisão orgânica a continua busca de uma forma que transcende os limites do verso e da prosa. Ele também extrapola os rumos da linguagem  para além do espaço e do tempo meramente conjunturais. &lt;br /&gt;Como resultado as cores se impõem como metáforas para  além do espaço verbal e como observa Florisvaldo Mattos  em sua apresentação, “precedem as coisas, as delineiam e as configuram”.  Neste eixo de cores e de formas a autora formula problemas e busca soluções além da metafísica e da mera essencial verbal, onde  o dito se contradiz com o silêncio ou com as tramas nebulosas do cotidiano ou da vida.&lt;br /&gt;Depois de lançar “Poemas sem nenhum cuidado”, um livro publicado há cinco anos, a autora abandona os limites do experimental e parte em busca dos muitos caminhos e meandros da poesia, usando os múltiplos recursos inclusive  através do questionamento sobre “o que fazer, agora/ das irremissíveis frases/  e das palavras que se espalham pelas folhas?” Talvez a solução seja acalentá-las poeticamente na barriga do gato, ou, talvez não.&lt;br /&gt;Observa ainda na sua inquietude, que “o seu poema tinha prazo de validade/ e não trazia violetas”, e diz num outro texto que “se me restassem os dedos/ poria os anéis em dardos/ a poesia refratária em festa/ e insubmersa/nos teus olhos rasos d’água”.&lt;br /&gt;Para Iolanda Costa  a saída do  difícil caminho  da poesia talvez esteja no erotismo ou no surrealismo impregnado no curtíssimo Domingo: “véspera de áspera espera/ e a lua entre as pernas; / tíbia cheia de ilusões”. Na sua poesia também há espaço para o lirismo, para a canção de amor ou de amigo, pois no Sábado, “fica em casa/ e afirma a poesia na tigela/ na escultura”.&lt;br /&gt;Iolanda também incursiona nos caminhos do humor até mesmo quando em Periferia questiona sobre “O que há de ser / da minha poesia funda/ sem a iluminada opinião/ do centurião?” ou na Ceifa, ao declarar rebelde e insubmissa que “eu não frito ovos. O desnecessário me alimenta/ o corpo”, recolhendo o desvão das encostas ou a tristeza que lhe toma a face. O desnecessário não seria o fazer poético, mas talvez a cozinha, as louças e gauradanapos, da poesia concreta, mesmo quando o jejum é de amor, embora, às vezes na poesia  haja peixe e chocolate. (Kleber Torres)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3648143099928206614-2960931013397493057?l=artezemanhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artezemanhas.blogspot.com/feeds/2960931013397493057/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3648143099928206614&amp;postID=2960931013397493057&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/2960931013397493057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/2960931013397493057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artezemanhas.blogspot.com/2009/11/policromatica-busca-poetica-de-iolanda.html' title='A policromática busca poética de Iolanda Costa'/><author><name>Sul do Estado</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3648143099928206614.post-3736474475600276419</id><published>2009-07-14T13:38:00.001-07:00</published><updated>2009-07-14T13:46:42.484-07:00</updated><title type='text'>A busca da invisibilidade dos objetos cotidianos</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ag3gdf23bjY/SlztaiYp-oI/AAAAAAAAAV8/uT3ecNFbaR8/s1600-h/livro+1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 257px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ag3gdf23bjY/SlztaiYp-oI/AAAAAAAAAV8/uT3ecNFbaR8/s400/livro+1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358418696826649218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Buraco na Meia o poeta Plínio Aguiar fala com concisão cirúrgica dos caminhos e da busca da poesia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kleber Torres&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definido  pelo crítico literário Carlos Machado  como um poeta de leveza semiclandestina como se buscasse alcançar a humilde invisibilidade dos objetos cotidianos, Plínio Aguiar volta depois de Lira Rústica, lançado em 2005, com Buraco na Meia. No livro de título não poético, mas essencialmente descritivo, o autor prima pela concisão verbal e pelo humor sarcástico de quem luta pela vida com todas as armas, mas algumas vezes mostrando o lirismo terno alimentado pela paixão e a própria desilusão dos orfãos.&lt;br /&gt;O livro inclui um passeio de poesia e de gramática no Antepoema, onde discorre  sobre parênteses, etecétera,  ponto e virgula, dois pontos, aspas e ponto, “sabendo-se que o espaço tem curvatura/ parecida com a do crânio/ tudo poderá se reduzir a um”.  Com isso, o autor problematiza não apenas o fazer poético, mas os muitos caminhos da poesia, um problema sem solução, até porque “ a madrugada dos paranóicos/ presumivelmente poetas/ não se combina com o cinza/ executivo do meio dia”.&lt;br /&gt;No Buraco na Meia o poeta passeia pelas cidades do Recôncavo e relembra Rivera e Tamayo ao lado imaginando agonizar do centro na capital do México, “coma no sono etílico de Juan Rulfo/ Octavio Paz, Carlos Fuentes”, que também incursionaram pelo mundo da arte e dos sonhos alçados em brumas e nuvens galopando céus de uma arquitetura indócil.&lt;br /&gt;Mas Plinio Aguiar tem no fundo uma meta e além de uma incursão na metalinguagem, também recorda poetas como Dimas Braga e seus gerúndios “sorrindo murais, medindo rigores/ por todos os presságios” e num domingo, diante de um mausuleu azteca, vê que “isso que se chama céu/  chama inferno/ chamas”, naturalmente com um gosto de um trago de tequila.&lt;br /&gt;Como a poesia é um problema com muitos enigmas e sem solução, o poeta também assesta suas baterias sobre os donos do mundo e que se afogam e morrem pela bebida. Ele também fala do nosso poeta Firmino Rocha, que esculpiu na sua vida a poesia e fez das palavras apenas um instrumento complementar da sua ciência e sabedoria, naturalmente, “refletindo calva Rocha/ sol itabunense (suas mãos partiam cacau/ roubado pelo latifundiário/ escondido no bolso do paletó/escondido do salário).&lt;br /&gt;Como tudo é poesia, ele fala dos antepassados portugueses, como um Fernando Pessoa, com uma viagem distante a Lisboa ou mesmo vislumbrando o horizonte “atrás da copa da árvore, o prédio azul/ por trás do imóvel vislumbra-se o mar”,  ou percorrendo os caminhos de Edgar Allan Poe, de Janes Joplin ou do grapiúna Telmo Padilha, que descansa agudas manobras e para o poeta não estão mortos nem supultados.&lt;br /&gt;Pllnio Aguiar também faz poesia da agonia, transitoriedade e da finitude homem. Em Diagnose, relata de forma crua  e mais asséptica do que Augusto dos Anjos, que “as secções da pele mostram/ neoplasia epitelial/ de células basilióides que/infiltram a derme fibrosa”, concluindo por “carcinoma basocelular”. &lt;br /&gt;Já em Enterro de Pai, um domingo de chuva que também passa e em os Sapatos do Velho, com referências a Carlitos, o poeta acaba interrogando-se nu “ao olhar a mesa, sob a qual/ sapatos de meu pai estavam”, mostrando que apesar do conflituoso universo existencial em que vivemos ainda existem alternativas e caminhos para o artesanal e cotidiano universo abissal da poesia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3648143099928206614-3736474475600276419?l=artezemanhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artezemanhas.blogspot.com/feeds/3736474475600276419/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3648143099928206614&amp;postID=3736474475600276419&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/3736474475600276419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/3736474475600276419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artezemanhas.blogspot.com/2009/07/busca-da-invisibilidade-dos-objetos.html' title='A busca da invisibilidade dos objetos cotidianos'/><author><name>Sul do Estado</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ag3gdf23bjY/SlztaiYp-oI/AAAAAAAAAV8/uT3ecNFbaR8/s72-c/livro+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3648143099928206614.post-3369003582613972974</id><published>2009-06-15T16:07:00.001-07:00</published><updated>2009-06-15T16:07:58.907-07:00</updated><title type='text'>MEMÓRIAS DE UM BRASIL IMPERIAL</title><content type='html'>O romance Memórias de um Sargento de Milícias (1852), de Manuel Antonio de Almeida, foi escrito nos primórdios da formação literária brasileira. Figura, tal como O Filho do Pescador (1848), de Teixeira e Sousa, e A Moreninha (1844), de Joaquim Manuel de Macedo, como algumas das obras iniciais, visto que antes deles praticamente não havia uma cultura nacional narrativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Memórias de um Sargento de Milícias (doravante MSM) é considerado um romance pícaro, por Mario de Andrade; um romance pré-realista, para o crítico José Veríssimo; e um romance propriamente romântico com peculiaridades excêntricas, que o diverge das outras obras desta série literária, por Antonio Cândido (ALMEIDA, p. 164)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     O mote maior do romance está na sua ação, centrada em personagens tipos do século XIX, o que o torna um romance de costumes. Essa ação é desenvolvida em moto contínuo, como afirma Cândido (1957, p. 215), ou seja, os fatos ou os acontecimentos de MSM são rápidos, ininterruptos e constantes, encerrando em cada pequeno capítulo uma estória dinâmica dentro da estória maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Tal dinamicidade pode advir, quem sabe, da forma em que foi escrito, publicado semanalmente no jornal Gazeta Mercantil, do Rio de Janeiro, em um pequeno espaço para o romance, além de ser uma forma de prender a atenção do leitor oitocentista, ainda afeito a leituras do gênero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Dessa forma, poder-se-ia afirmar que MSM é quase um pastiche cultural da época Del-Rei Dom João VI, tempo em que a narração se desenvolve. Sendo, entretanto, uma representação de pessoas simples, comuns, não-aburguesadas: comadres, compadres, soldados, toma-largura, sacristão, viúvas, etc. Talvez por isso o livro tenha sido considerado excêntrico, visto que os sucessores passaram a abordar a vida da burguesia e da aristocracia de então, caso de José de Alencar e de Machado de Assis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Ao mesmo tempo em que as ações acontecem em Memórias... sem que o leitor possa respirar, há com isso a criação de personagens planas (GANCHO, p. 14 a 20), sem densidade psicológica, rapidamente descritas (fisicamente), deixando as suas páginas com a característica de um romance meramente cômico, às vezes irônico, que não aprofunda idéias nem seres, somente cria risos das traquinagens morais dos dois personagens “principais”: os Leonardos, pai e filho. Isso acontece justamente porque a ação que se desenvolve, como já foi dito, é o fator principal do livro (CÂNDIDO, p. 216 a 218).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Assim, como se torna um romance raso, superficial, nunca verticalizado para uma caracterização mais densa das personagens, notadamente dos protagonistas, e da alma humana, MSM é ao mesmo tempo agradável por conter tais ações em um total de 48 capítulos, criando, renovando e instigando para as novas aventuras que vão se sucedendo praticamente a cada página.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     O enredo, no entanto, intrinsecamente coeso com as ações das personagens que avultam e somem quase que a todo instante, encerra tanto a sua salvação, como a sua desdita: ser superficial, cosmético, não ter sido levado a sério à época da sua publicação e tornar-se adorado anos depois, por conter a representação, mesmo que ficcional, embora verossímil, do momento histórico retratado em suas linhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     MSM é, hoje, um romance para aqueles que não têm tempo ou paciência para sentar e se entreter com leituras mais condensadas. Serve perfeitamente para entendermos o homem e o Brasil imperiais, além de divertir na contemporaneidade por ser leve, fluido, descontraído e sem exigir grandes malabarismos mnemônicos para o seu entendimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Gustavo Atallah Haun – Professor (g_a_haun@hotmail.com) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BIBLIOGRAFIA: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALMEIDA, Manuel A. de. Memórias de um Sargento de Milícias. São Paulo: Klick Editora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CÂNDIDO, Antonio. Manuel Antonio de Almeida: O Romance em Moto Contínuo. In.: Formação da Literatura Brasileira. São Paulo: Editora Itatiaia, 1957. P. 215 a 219. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GANCHO, Cândida Vilares. Como Analisar Narrativas. Série Princípios. São Paulo: Editora Ática, 1991.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3648143099928206614-3369003582613972974?l=artezemanhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artezemanhas.blogspot.com/feeds/3369003582613972974/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3648143099928206614&amp;postID=3369003582613972974&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/3369003582613972974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/3369003582613972974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artezemanhas.blogspot.com/2009/06/memorias-de-um-brasil-imperial.html' title='MEMÓRIAS DE UM BRASIL IMPERIAL'/><author><name>Sul do Estado</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3648143099928206614.post-8790571070231462229</id><published>2009-02-06T20:18:00.000-08:00</published><updated>2009-02-06T20:19:15.717-08:00</updated><title type='text'>REFLEXÕES DE UM ARTISTA  PLÁSTICO</title><content type='html'>*Francisco Antônio Zorzo*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Professor da Universidade Estadual de Feira de Santana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para melhor podermos apreciar a produção ensaística de Antônio Luiz M.&lt;br /&gt;Andrade, Almandrade, foi publicada, finalmente, a coletânea de seus&lt;br /&gt;artigos. Estampada com o título de "Escritos sobre Arte".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças à publicação, pode-se perceber o alcance da contribuição de&lt;br /&gt;Almandrade e destacar algumas das principais articulações do conjunto&lt;br /&gt;de ensaios. É digno de nota, desde logo, indicar que as reflexões&lt;br /&gt;foram gestadas ao longo da carreira do artista plástico e acompanharam&lt;br /&gt;a construção de uma obra singular. Retomando um percurso dentro da&lt;br /&gt;arte contemporânea brasileira, desde o início da década de 1970, a&lt;br /&gt;trajetória do poeta garante a consistência e a riqueza ensaística do&lt;br /&gt;livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convém, portanto, observar a conjugação de dois vetores de força que&lt;br /&gt;confluem no conjunto de ensaios.. Um, que corresponde à obra de um&lt;br /&gt;artista que participa de um contexto em transformação e, outro, de&lt;br /&gt;acompanhar o seu direcionamento teórico. Vale lembrar, como uma&lt;br /&gt;referência para situar a produção de Almandrade dentro da história da&lt;br /&gt;arte brasileira, o marco da sua acolhida por pessoas como Wladimir&lt;br /&gt;Dias Pino e Hélio Oiticica, figuras da vanguarda que derivavam de uma&lt;br /&gt;ampla vertente construtivista que se consolidava no país a partir da&lt;br /&gt;experiência do Concretismo e do Neoconcretismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é por acaso que a capa do  livro contém uma imagem do trabalho de&lt;br /&gt;Almandrade que foi elogiado pelo próprio Hélio Oiticica. Com aquele,&lt;br /&gt;objeto que inseria uma gilete dentro de uma garrafa, Almandrade&lt;br /&gt;incorria no debate cortante a respeito da arte conceitual. Com essa&lt;br /&gt;postura ele passou a observar uma posição consciente em relação a nova&lt;br /&gt;objetividade e a procedimentos que estavam fora da tradição acadêmica..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é sem importância a sua formação como arquiteto, pois em&lt;br /&gt;arquitetura o significado de cada elemento depende de seu uso e&lt;br /&gt;experimentação singular. Todas as reflexões de Almandrade foram&lt;br /&gt;pensados a partir de uma concepção que busca criar uma nova ordem&lt;br /&gt;ambiental e inventar um novo jogo combinatório de formas e idéias.&lt;br /&gt;Nesse caminho, o livro constitui uma excelente oportunidade para se&lt;br /&gt;avaliar a coerência do pensamento construtivo de Almandrade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Escritos sobre Arte, os textos foram colocados em quatro grandes&lt;br /&gt;blocos, que procuraram conservar clara coerência com o sua proposta&lt;br /&gt;intelectual. No livro, há um primeiro bloco teórico, com textos mais&lt;br /&gt;abstratos que discutem conceitos empregados no campo da arte. Um dos&lt;br /&gt;interesses maiores do livro é discutir e tornar visível alguns&lt;br /&gt;princípios de composição, de explicitar a pergunta sobre a lógica de&lt;br /&gt;composição que cada artefato viabiliza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há, na segunda parte do livro, análises e leituras das obras de vários&lt;br /&gt;artistas. Almandrade é generoso em opinar sobre exposições e mostras,&lt;br /&gt;de modo que vários nomes comparecem no livro fazendo um panorama dos&lt;br /&gt;mais atualizados das artes da Bahia. São abordados artistas renomados&lt;br /&gt;e artistas experimentais, pessoas a quem o autor ofereceu seu diálogo&lt;br /&gt;e procurou respeitar os projetos. É valoroso notar o empenho do autor&lt;br /&gt;em colocar, lado a lado, artistas conhecidos ao nível internacional e&lt;br /&gt;nacional, tais como Picasso e Almílcar de Castro, com nomes de&lt;br /&gt;personalidades baianas tais como Rubem Valentim ou Mário Cravo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terceira e a quarta parte contém ensaios que reintroduzem as maiores&lt;br /&gt;polêmicas sustentadas pelo autor. Almandrade faz uma bem elaborada&lt;br /&gt;crítica cultural, colocando em discussão os rumos da arte em Salvador.&lt;br /&gt;São ensaios que analisam problemas concretos, que foram publicados em&lt;br /&gt;jornal ou revistas, mas que conservam validade e atualidade. Seria&lt;br /&gt;muito longo listar aqui o rol de questões debatidas, mas o conjunto&lt;br /&gt;vai do debate do lugar do museu, tomando como caso de estudo o Museu&lt;br /&gt;Feminino, até a crítica aos rumos da interferência da comunicação no&lt;br /&gt;contexto do espaço público soteropolitano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos esses campos o autor parece cruzar soberanamente com sua&lt;br /&gt;solidão. Com sua figura individual, mas sem fugir do convívio com os&lt;br /&gt;artistas de sua geração, Almandrade tornou-se um mestre, incorporando&lt;br /&gt;a atitude do pesquisador. Almandrade assim procede com simplicidade,&lt;br /&gt;conduzindo um olhar reflexivo que nunca se afasta dos sentimentos e da&lt;br /&gt;cidadania política. Por levantar questões importantes, com sentido&lt;br /&gt;crítico e com propósito de orientação dentro do campo artístico&lt;br /&gt;baiano, deve ser lido com atenção "Escritos sobre Arte".&lt;br /&gt;-----------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESCRITOS SOBRE ARTE&lt;br /&gt;(arte, cidade e política cultural)&lt;br /&gt;Autor  - Almandrade&lt;br /&gt;Editora - CISPOESIA -  140 p.&lt;br /&gt;cispoesia@gmail.com&lt;br /&gt;----------------------------------------------------------------&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3648143099928206614-8790571070231462229?l=artezemanhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artezemanhas.blogspot.com/feeds/8790571070231462229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3648143099928206614&amp;postID=8790571070231462229&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/8790571070231462229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/8790571070231462229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artezemanhas.blogspot.com/2009/02/reflexoes-de-um-artista-plastico.html' title='REFLEXÕES DE UM ARTISTA  PLÁSTICO'/><author><name>Sul do Estado</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3648143099928206614.post-6964025370967772200</id><published>2009-01-05T06:51:00.001-08:00</published><updated>2009-01-05T06:51:57.542-08:00</updated><title type='text'>A REFORMA ORTOGRÁTICA E A LÍNGUA NATIVA LATINOAFROTUPI BRASILEIRA</title><content type='html'>A origem das diversas identidades brasileiras está no encontro dinâmico do branco europeu (latinos em maioría) com o nativo ("índio" abyayalano) e o negro africano. O idioma que falamos e que nos une em nossa rica diversidade é único e só é falado no Brasil. Esse idioma é composto por palabras do português tradicional, das línguas nativas, principalmente o tupí-guaraní, e das línguas africanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só para se ter uma idéia, a língua portuguesa original contém 160 mil verbetes, mas a língua latinoafrotupibrasileira (o portugues brasileiro) conta com cerca de 280 mil verbetes. Os excedentes, cerca de 120 mil são oriundos das culturas nativas, com predominio da tupí-guaraní, e das africanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas pouquíssimas pessoas conhecem o significado das palavras de origen tupí-guaraní e africana existentes em nossa língua brasileira. Milhares dessas palavras são pronunciadas milhares de vezes mas quase ninguém sabe o que significam. Palavras como itacimirim, itaparica, itatiaia, carioca, itapuã, anhangabaú, ipanema, pará, itapemirim, itabuna, itacoatiara, pacaembu, maracanã, etc, apesar de comuns quase ninguém conhece seus significados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a maioria das palavras de origem africana acontece o mesmo, o que dificulta a preservação e o fortalecimento do legado dos ancestrais nativos (índios de Abya Yala) e africanos. E facilita a manutenção de políticas neocolonialistas e patrimonialistas ainda vigentes que nos torna vassalos do eurocentrismo e permite acumular patrimônio, muito patrimônio para uns poucos e nega os meios para que todos o façam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente agora a partir do governo Lula e do PT é que estão sendo lançadas as bases para a erradicação dessas políticas, apesar do esforço tremendo que as elites conservadoras e reacionárias estão fazendo para impedir que o Brasil se torne realmente, e por fim, um país de TODOS. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta reforma ortográfica, apesar de  incipiente, só atende aos interesses neocolonialistas, neoliberais e patrimonialistas, passando para as novas gerações a falsa impressão de que tem alguma importancia a unificação da ortografia de algumas palavras nos países lusófonos (fortalecimento do eurocentrismo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A língua falada no Brasil não é o portugues, mas portugues brasileiro, e só existe em nosso país, o que inviabiliza tal alinhamento, e a nossa necessidade real mesmo é o início do ensino do tupi-guaraní e do yorubá nas escolas brasileiras além do cumprimento integral das Leis 10.639/03 e 11.635/08.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Geraldo Maia&lt;br /&gt;Poeta&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3648143099928206614-6964025370967772200?l=artezemanhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artezemanhas.blogspot.com/feeds/6964025370967772200/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3648143099928206614&amp;postID=6964025370967772200&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/6964025370967772200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/6964025370967772200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artezemanhas.blogspot.com/2009/01/reforma-ortogrtica-e-lngua-nativa.html' title='A REFORMA ORTOGRÁTICA E A LÍNGUA NATIVA LATINOAFROTUPI BRASILEIRA'/><author><name>Sul do Estado</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3648143099928206614.post-8898994683582144633</id><published>2008-12-26T06:44:00.000-08:00</published><updated>2008-12-26T06:49:48.307-08:00</updated><title type='text'>Livro resgata obra do poeta Firmino Rocha</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ag3gdf23bjY/SVTuo-F1e8I/AAAAAAAAASM/RpbE3WwTD5Y/s1600-h/ficc.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 222px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ag3gdf23bjY/SVTuo-F1e8I/AAAAAAAAASM/RpbE3WwTD5Y/s320/ficc.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5284110650442087362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Firmino Rocha – Poemas escolhidos e inéditos é o título do livro coordenado por Flávio Simões Costa e que foi editado com apoio da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania, através da Editora Via Litterarum, pela coleção Vozes Grapiúnas. O livro, com 162 páginas, reúne poemas selecionados dos livros “O Canto do Dia Novo” e “Momentos: Prosa e Canto”, além de 152 poemas  garimpados pelo pesquisador João Cordeiro de Andrade, do Centro de Documentação da Uesc (Cedoc), encontrados nos arquivos do Diário da Tarde no período de 1958 a 1971.&lt;br /&gt; Flávio Simões lembra que além do resgate da obra do poeta grapiúna, a FICC também promoveu a partir de 2.006, o Festival Multiarte Firmino Rocha, hoje um evento de dimensão estadual, com a participação de escritores, poetas, músicos, além de espetáculos de dança, música e teatro. Ele lamenta que parte do acervo da obra do poeta, que estava em poder do editor Gumercindo Rocha Dórea, foi perdido em uma das costumeiras enchentes urbanas de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ícone&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Para ele, a fundação cumpre assim a missão de resgatar parte da obra de um poeta que foi um símbolo de Itabuna: “Ícone dentre os inúmeros poetas de ontem e de hoje, que têm feito das plagas grapiúnas a terra da poesia”. Ressalta, que a edição se justifica pelo lugar que Firmino Rocha junto aos demais autores regionais que têm se dedicado “a arte de produzir sonhos, esconder dores, manejar fantasias, fazendo da poesia o espaço literário que, desde sempre, tem sido instrumento para fazer o espírito humano vivenciar o sublime, o mistério, a dor, a alegria, através do canto que brota da alma especial dos que se dedicam à arte da poesia”.&lt;br /&gt;Para Gustavo Felicíssimo, que também colaborou no projeto que resultou no livro, “a poesia de Firmino Rocha pode nos parecer de uma espécie de poeta em desordem, entretanto um rápido correr de vistas por sua obra denuncia um vate de forte tendência metafísica, de onde emergem aforismos como Homem, quanto mais doer/ a sua alma aflita/ provando a evidência/ deste mundo turvo,/ mais certeza tenha/ de não ser isso a vida.” &lt;br /&gt;Ele o define como um artista musical, de sonoridade entranhável, de modo que escutamos a ele próprio, quando em voz alta entregamos ao vento os seus versos que se espalham contentes pelas águas do Cachoeira, amado rio do poeta.&lt;br /&gt;Diz ainda, que na trilha da sinceridade e da simplicidade,  a sua poesia reflete certo ar de ingenuidade que modela a realidade desejada, acentuando os conflitos entre a vida real e o sonho, gerando angústia e insatisfação que ficam veladas, à margem das linhas mestras da sua construção, aproximando-o, ao mesmo tempo, do modernismo e do simbolismo brasileiros.&lt;br /&gt;Em vida Firmino Rocha publicou os livros O Canto do Dia Novo, 1968 e Momentos, sem data de publicação, ambos pela Editora Mensageiros da Fé, além de diversos livretos tipo cordel, dispersos como Pabra, Serenina, Olorene e Poesia com Amor. O poeta exerceu grande influência em muitos poetas de gerações posteriores à sua e colaborou com freqüência regular na imprensa regional. Firmino Rocha nasceu em Itabuna, em 07 de junho de 1910, faleceu em Ilhéus em 1 de julho de 1971.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deram um fuzil ao menino &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                    Firmino Rocha &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adeus luares de Maio.&lt;br /&gt;Adeus tranças de Maria.&lt;br /&gt;Nunca mais a inocência,&lt;br /&gt;nunca mais a alegria,&lt;br /&gt;nunca mais a grande música&lt;br /&gt;no coração do menino.&lt;br /&gt;Agora é o tambor da morte rufando&lt;br /&gt;nos campos negros. &lt;br /&gt;Agora são os pés violentos ferindo&lt;br /&gt;a terra bendita.&lt;br /&gt;A cantiga, onde ficou a cantiga?&lt;br /&gt;No caderno de números o verso&lt;br /&gt;ficou sozinho.&lt;br /&gt;Adeus ribeirinhos dourados.&lt;br /&gt;Adeus estrelas tangíveis.&lt;br /&gt;Adeus tudo que é de Deus.&lt;br /&gt;Deram um fuzil ao menino.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3648143099928206614-8898994683582144633?l=artezemanhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artezemanhas.blogspot.com/feeds/8898994683582144633/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3648143099928206614&amp;postID=8898994683582144633&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/8898994683582144633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/8898994683582144633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artezemanhas.blogspot.com/2008/12/livro-resgata-obra-do-poeta-firmino.html' title='Livro resgata obra do poeta Firmino Rocha'/><author><name>Sul do Estado</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ag3gdf23bjY/SVTuo-F1e8I/AAAAAAAAASM/RpbE3WwTD5Y/s72-c/ficc.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3648143099928206614.post-7978826355726631500</id><published>2008-12-11T13:36:00.000-08:00</published><updated>2008-12-11T13:45:09.361-08:00</updated><title type='text'>Rapsódia Grapiúna resgata folclore regional</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ag3gdf23bjY/SUGIwHg16XI/AAAAAAAAARY/iH-GYUq1oTI/s1600-h/Z%C3%A9lia_Lessa.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ag3gdf23bjY/SUGIwHg16XI/AAAAAAAAARY/iH-GYUq1oTI/s400/Z%C3%A9lia_Lessa.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5278650598486829426" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     O apoio da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC) foi decisivo para um projeto cultural que resgata as tradições e o folclore da região cacau, culminando com o lançamento do CD Rapsódia Grapiúna, de Zélia Oliveira Lessa, que há 53 anos coordena o Coral Cantores de Orfeu. O evento está programado para a próxima segunda-feira (15), às 19 horas, no Centro de Cultura Adonias Filho, com uma apresentação especial do grupo, mediante uma entrada simbólica com a doação de um quilo de alimento não perecível para o Abrigo São Francisco de Assis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Considerada uma obra coral cênica sobre o folclore da região cacaueira, a  Rapsódia Grapiúna aborda mais de 100 temas pesquisados por Edson José de Oliveira, Plínio de Almeida e Zélia Lessa. O episódio é dividido em três partes, com uma abertura para coro misto e quatro vozes e acompanhamento de piano, sopro e percussão. A segunda e terceira parte  reúnem peças do folclore propriamente dito, com temas colhidos pelos pesquisadores citados no período de 1926 a 1992, com bis, chulas, rodas, inselenças, rezas, samba, relaxos e cantos de trabalho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Segundo Zélia Lessa, o CD é resultado de cinco décadas de trabalho contínuo dos Cantores de Orfeu, por onde passaram mais de cinco mil alunos num projeto cultural voltado para a difusão da música, mas ao mesmo tempo contribuindo através de um esforço conjunto, “para a integração entre pessoas, aumentando a cooperação, o humanismo e a solidariedade.” O trabalho também resgata tradições do folclore regional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surgimento &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      O coral teve como célula básica o grupo integrado por Célia Vita, Gladys Almeida, Wanda Oliveira e Zélia Lessa, que inicialmente, idealizaram a formação de um coro misto a quatro vozes. O cantores de Orfeu foi fundado oficialmente em 13 de setembro de 1955 e desde então vem sendo coordenado por Zélia Lessa, que trabalhava com adultos e pessoas da terceira idade, mas hoje, inclui adolescentes e crianças descendentes dos coralistas, o que resultou na formação do coral infantil Os Verdinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      O cantores de Orfeu  tem um longo histórico de exibições, tendo participado de grandes eventos em Salvador, Brasília e em outras cidades da região, obtendo em 1961 um prêmio especial  no Concurso de Corais na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, em Salvador  e realizando em 1992, uma apresentação especial no XIII Fórum Nacional de Reitores das Universidades Estaduais e Municipais, em Itabuna. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é Zélia Lessa &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Nascida em Itabuna, em 12 de junho de 1926, a professora Zélia Lessa tem formação na área de música com cursos de piano completo com formação em educação musical, composição, regência, órgão e flauta doce. Também freqüentou cursos na Escola de Música da UFBa. e atuou no período de 1962 a 1965, na coordenação dos Seminários Livres de Música. Ela lecionou música e educação artística em várias escolas públicas e particulares de Itabuna e fundou o Coral da Universidade Estadual de Santa Cruz, que dirigiu no período de 1976 a 1985.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FICHA TÉCNICA: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Músicas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prólogo da Rapsódia Grapiúna &lt;br /&gt;Ô Yayá, eu seu azulão &lt;br /&gt;Mane Tropero &lt;br /&gt;Este boi mata &lt;br /&gt;A tala do Coqueiro &lt;br /&gt;Tatu velêro &lt;br /&gt;Meu Deus Amado &lt;br /&gt;Dona Narinha &lt;br /&gt;Mataro seu Zé Maria &lt;br /&gt;Santa Tereza foi Frêra &lt;br /&gt;Reza para curar espinhela caída &lt;br /&gt;Pelo sina da SantaCruz da Mãe de Deus &lt;br /&gt;Adeus minha garça branca e um pout-pourri com 17 temas &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco:  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sopranos: Alba Rejane Messias, Cesária Pereira Cruz (solo), Floripes Moreira (solo), Lílian lima, Lourdes Paz, Maria Aparecida Santana, Maria da Paz da Costa (solo), Márcia Midlej, Miriam Cristina Santos, Regina Lúcia Bomfim, Rosa da Hora Pinho e Tâmara Pólvora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contraltos: Adriana Santos, Aline Santos, Aline Silva (solo), Ana Maria Ribeiro, Andréa Silva, Bernadete Santos, Crislândia Amparo, Damiana Santos,  Daniele Argolo, Edna Cavalcante, Isaura Carvalho, Jocilene Nascimento, Laiane Santos, Lidiane Silva, Lílian Conceição, Lisânias Cruz, Maria de Lourdes Vieira, Maria Helena Santana, Maria Lúcia Costa, Maria Zailde Barreto, Marinalva Pereira, Marizete Santos, Marleide Silva, Marlene Santos, Miriam Franco, Nielma Sllva, Norma Lessa. Percília Souza, Rosilene Timóteo, Selma Rocha, Siloene Archirusal, Sueyla Santos, Vilmara Bezerra e Viviane Mendes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenores : Antonio Dias, Ednaldo Nascimento, Ezequiel Souza, Jair Santos (solo), Marcelo Araújo  e Siloete Archirusal; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baixos: Arilson santos, Artur Neto (solo), José Américo Reis, José Carlos Santos (solo), José Santos, Lenilton Souza (solo), Lindemberg Souza (solo), Reginaldo Lemos, Sandro Magalhães e Saulo Santos (solo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mixagem: Adilson Vieira  Moreira e Zélia Lessa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Técnico de Gravação: Adilson Vieira Moreira e Missinho Mendes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Produção musical: Zélia Oliveira Lessa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Produtor executivo: Fernando Caldas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Composições, arranjos, acompanhamento ao teclado e regência: Zélia Oliveira Lessa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3648143099928206614-7978826355726631500?l=artezemanhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artezemanhas.blogspot.com/feeds/7978826355726631500/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3648143099928206614&amp;postID=7978826355726631500&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/7978826355726631500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/7978826355726631500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artezemanhas.blogspot.com/2008/12/rapsdia-grapina-resgata-folclore.html' title='Rapsódia Grapiúna resgata folclore regional'/><author><name>Sul do Estado</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ag3gdf23bjY/SUGIwHg16XI/AAAAAAAAARY/iH-GYUq1oTI/s72-c/Z%C3%A9lia_Lessa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3648143099928206614.post-8962872130251803660</id><published>2008-11-25T06:39:00.000-08:00</published><updated>2008-11-25T06:44:26.304-08:00</updated><title type='text'>Pau Geral</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Plínio Aguiar   &lt;/strong&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;meu pais tem produção&lt;br /&gt;                  de madeira&lt;br /&gt;                       pau-geral&lt;br /&gt;                       fenomenal&lt;br /&gt;                      (pau brasil foi no tempo de Cabral)&lt;br /&gt;os camnhos estão quentes&lt;br /&gt;as estradas dissolvem lavas&lt;br /&gt;o acaso plantou brasas nas esquinas&lt;br /&gt;(latrinal, o poeta lê jornal)&lt;br /&gt;Castro Alves é brinquedo de meninas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Produção&lt;br /&gt;             fenomenal&lt;br /&gt;                            Ê vem madeira!&lt;br /&gt;                            Ê vem madeira!&lt;br /&gt;             Meu irmão tá enricando&lt;br /&gt;             meu vizinho tá enricando&lt;br /&gt;             meu colega, enricando&lt;br /&gt;             companheiro: enricando ?&lt;br /&gt;                            com pau-geral&lt;br /&gt;                               na cabeça&lt;br /&gt;                                    ombros&lt;br /&gt;                                    braços&lt;br /&gt;                                    lombo&lt;br /&gt;                                    pernas&lt;br /&gt;                                    nos...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;paraense&lt;br /&gt;riograndense&lt;br /&gt;barrigaverde&lt;br /&gt;itabunense&lt;br /&gt;bandeirante&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;                  ê bandeirante&lt;br /&gt;                  vamos levar pau geral&lt;br /&gt;                  enquanto o tempo é de guerra&lt;br /&gt;                  de terra nos olhos&lt;br /&gt;                  de serra na carne&lt;br /&gt;                  de fila na terra.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Vamos vamos construir&lt;br /&gt;uma casa de massa&lt;br /&gt;                              de raça&lt;br /&gt;                               (que eu não tive)&lt;br /&gt;                               na praça.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Carioca &lt;br /&gt;alagoano &lt;br /&gt;capixaba&lt;br /&gt;acreano &lt;br /&gt;cearense&lt;br /&gt;sergipano&lt;br /&gt;              é sergipano&lt;br /&gt;              cabra da gota serena&lt;br /&gt;              se a morte é descanso&lt;br /&gt;              da visa não se tem pena&lt;br /&gt;              mas se a luta é total&lt;br /&gt;              que importa levar&lt;br /&gt;              nossa carga de pau-geral?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Paraibano&lt;br /&gt;da loca&lt;br /&gt;da toca&lt;br /&gt;presente de cobra.&lt;br /&gt;Mato grossense &lt;br /&gt;a grosso modo&lt;br /&gt;parente de onça.&lt;br /&gt;Mineiro&lt;br /&gt;ligeiro&lt;br /&gt;parente de boi.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;                        Amazonenese&lt;br /&gt;                        ê amazonense&lt;br /&gt;                        (cadê o gringo?).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3648143099928206614-8962872130251803660?l=artezemanhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artezemanhas.blogspot.com/feeds/8962872130251803660/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3648143099928206614&amp;postID=8962872130251803660&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/8962872130251803660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/8962872130251803660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artezemanhas.blogspot.com/2008/11/pau-geral.html' title='Pau Geral'/><author><name>Sul do Estado</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3648143099928206614.post-3378331171240402562</id><published>2008-10-05T10:45:00.000-07:00</published><updated>2008-10-05T10:49:04.932-07:00</updated><title type='text'>FASTIDIOSOS</title><content type='html'>Iolanda Costa é poeta e educadora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as semanas nos chegam fastidiosas e barulhentas. O lixamento da parede verde-mar da casa vizinha é acompanhado pela baixa orquestração de promessas e números trazidos pelos jingles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pleito eleitoral. Oceano de ilusão invade as ruas da cidade e os escritórios e as escolas e as escolas e as feiras e os parques. Em seus quartos, as pessoas se encontram e se perdem&lt;br /&gt;:&lt;br /&gt;III&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Timótheo e Tibério Ribeiro foram de uma mesma Itabuna. Morte etílica sobre a voz grave e olho azul. Morte de poesia e alcatrão. Ambos amavam Firmino e o seu poema terno. "O Canto do Dia Nôvo" não descerá das estrelas. Sequer do anseio dos pastores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IV&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu escuto a minha respiração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;V&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando tudo perder o sentido e a função, ouviremos Seixas e Enya e não mais contestaremos o preço da progressiva e da depilação. Os homens se degradiarão de tédio e se embotarão sem carro e gravata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lhamo Thondup é um boddisattva. Sentirá solidão, o Dalai? E ausência de beijos quentes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VII&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ascetismo se destilaria nos trópicos. O suor enteu a umedecer os mantras e as evocações. O deus interior postergado: nirvana de calor e dúvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VIII&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assaz, o meu lirismo é triste, estampado e permeado de serotonina, também. Ainda não escrevi à sombra da tua vinha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3648143099928206614-3378331171240402562?l=artezemanhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artezemanhas.blogspot.com/feeds/3378331171240402562/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3648143099928206614&amp;postID=3378331171240402562&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/3378331171240402562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/3378331171240402562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artezemanhas.blogspot.com/2008/10/fastidiosos.html' title='FASTIDIOSOS'/><author><name>Sul do Estado</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3648143099928206614.post-6891968640616635585</id><published>2008-09-15T11:59:00.000-07:00</published><updated>2008-09-15T12:04:39.235-07:00</updated><title type='text'>Do goleiro ao ponta-esquerda uma saga hexa-campeã</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ag3gdf23bjY/SM6xIuY3eGI/AAAAAAAAAKc/t_o-yycM89Q/s1600-h/base-pronto+c%C3%B3pia.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ag3gdf23bjY/SM6xIuY3eGI/AAAAAAAAAKc/t_o-yycM89Q/s320/base-pronto+c%C3%B3pia.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5246325379382605922" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme tem como base depoimentos de ex-atletas que participaram da seleção itabunense que conquistou seis vezes o Intermunicipal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos sabem que no lugar onde o goleiro joga não nasce grama. Mas o filme Do goleiro ao ponta-esquerda, do diretor estreante Leandro Afonso Guimarães, que assina o roteiro e a produção, acaba com essa lenda. O filme com duração de 22 minutos, foi produzido como parte do projeto acadêmico de conclusão do Curso de Rádio e Televisão na Uesc e mostra a saga vitoriosa da seleção itabunense que conquistou entre 1957 e 1966 o Hexa-Campeonato Baiano de Intermunicipal de Futebol, um titulo inédito e não igualado na Bahia.&lt;br /&gt;A façanha que mobilizou dezenas de atletas convocados para a Seleção de Itabuna é retratada num documentário que resgata uma história não registrada em livros e foi reconstituída com informes esparsos de jornais, alguns dos quais deixaram de circular, como o Diário de Itabuna, que tem um hiato de um ano nos seus arquivos dos anos 60. Outra fonte da pesquisa foram as fotografias amarelecidas pelo tempo, arquivos do Diário da Tarde e entrevistas com atletas e com  o jornalista esportivo Ramiro Aquino, que cobriu na época a conquista do Hexa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Início&lt;br /&gt;O interesse pelo tema foi despertado segundo Leandro Guimarães, com as histórias que ouvia do pai e de amigos, mas que acabaram influenciando o projeto acadêmico, o qual teve como base uma saga iniciada nos idos de 1957, exatamente há 51 anos, com a conquista do Torneio Antonio Balbino que levou a Seleção de Itabuna ao primeiro escalão do futebol baiano do interior. A história termina em 1966, com a épica conquista do hexa campeonato o que exigiu muita luta, suor e naturalmente, a catimba de jogadores experientes como Tombinho, que ainda é vivo e narra suas peripécias no documentário. &lt;br /&gt;Também enriquecem o elenco de entrevistados os ex-jogadores Itajay, Santinho, Pinga, Fernando e Carlos Riela que narram em close e num tom emocionado a sua participação nessa história resgatada agora, depois de meio século do seu início. O material bruto da pesquisa tem mais de três horas de depoimentos, dos quais apenas uma pequena parte incorporada ao filme ao lado de fotos, recortes de jornais e de uma recomposição de uma partida de futebol: “Não havia um filme de época com o registro dessa conquista”, lamenta o cineasta e pesquisador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dificuldades&lt;br /&gt;Um destaque para ele, é que seis títulos conquistados são um recorde histórico e  apesar da sua importância histórica, muito pouco do material foi registrado, inclusive com dados divergentes no noticiário de jornais da época. Até as fotos antigas, estão gastadas e amarelecidas pelo tempo necessitando ser digitalizadas e preservadas.&lt;br /&gt;Na pesquisa bibliográfica, Leandro Guimarães conta que encontrou alguma referência de passagem numa monografia de um historiador da Uesc, que fez uma pesquisa sobre a popularização do futebol carioca no eixo Ilhéus-Itabuna e uma outra pesquisa acadêmica realizada por uma das filhas de José Marques, Tombinho, mas que tinha como foco especificado o ex-atleta, que hoje está aposentado.&lt;br /&gt;O projeto do filme começou em maio de 2007 e terminou em julho desse ano, com a sua apresentação a uma comissão que teve a participação do orientador Roberto Pazos Ribeiiro. A realização do documentário teve o apoio de pessoas como Antonio Naud Junior, Felippe Thomaz, Igor Novais, Marcos e Marcelo Soares, Mariosvaldo Macedo, Rafael Thomaz, Ramiro Aquino e Thiago Ferreira, além, é claro, de todos os ex-jogadores, verdadeiros protagonistas do filme e personagens da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FICHA TÉCNICA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Titulo : Do goleiro ao ponta-esquerda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; • Sinopse:  1957, Bahia, Salvador, Juscelino Kubitschek. 1966, Bahia, Alagoinhas, Pinga. Nas duas ocasiões, a mesma protagonista: a seleção de Itabuna. Mais de meio século após a primeira data (quando sequer havia televisão na Bahia), a trajetória da seleção é (re)contada justamente por quem fez ela tornar-se história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Duração:  22min&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elenco: Carlos, Fernando, Itajai, Pinga, Ramiro, Santinho e Tombinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edição: Camila Meira, Leandro Nunes, Maxwell Fidelis e Rafael Sodré&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Computação gráfica: Leandro Nunes e Paulo Thiago&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abertura: Leandro Afonso Guimarães&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direção de fotografia: Felippe Thomaz, Hélio Heleno e Leandro Afonso Guimarães &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trilha sonora original: Thiago Ferreira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orientador: Roberto Pazos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roteiro, produção e direção: Leandro Afonso Guimarães&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3648143099928206614-6891968640616635585?l=artezemanhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artezemanhas.blogspot.com/feeds/6891968640616635585/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3648143099928206614&amp;postID=6891968640616635585&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/6891968640616635585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/6891968640616635585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artezemanhas.blogspot.com/2008/09/do-goleiro-ao-ponta-esquerda-uma-saga.html' title='Do goleiro ao ponta-esquerda uma saga hexa-campeã'/><author><name>Sul do Estado</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ag3gdf23bjY/SM6xIuY3eGI/AAAAAAAAAKc/t_o-yycM89Q/s72-c/base-pronto+c%C3%B3pia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3648143099928206614.post-5600748113167623655</id><published>2008-09-15T11:55:00.000-07:00</published><updated>2008-09-15T11:56:54.888-07:00</updated><title type='text'>AOS DOUTORES DA ACADEMIA</title><content type='html'>Diacuí Pataxó *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou farta desses intelectualóides titulados e tutelados que permitem a privatização estatal de sua vidas e querem exigir o mesmo de mim.  Cansada de suas hipocrisias, mediocridades e suas bobagens livrescas e enciclopédicas.  Enojada de suas exigências minuciosas que não levam ninguém (a não ser eles mesmos) a lugar nenhum, mas podem tirar muita gente do caminho. Enjoada de suas caras bobas, de onde me fitam olhos de desprezo, desprezíveis.  Realmente, assumo, eu não sei filosofar, eu não decorei vossos livros, vossas coleções, vossos sábios de gabinete.  Sócrates não leu ninguém nem escreveu nada!  Eu não sei vossa filosofia, eu não sei filosofar!&lt;br /&gt;Muitos de vós, a maioria mesmo, sabeis apenas repetir o que houvestes lido e, juntando pedaços e recortes de um e outro forjais o que chamais vosso próprio pensamento, vossa própria filosofia.&lt;br /&gt;“Eu tenho a minha loucura, levanto-a como um facho a arder na noite escura...  não me peça definições...  não me diga: vem por aqui..só vou por onde me guiam meus próprios passos...”  “Olhai os lírios do campo...” e poderia deter-me aqui em muitas poesias  - lêde poesia ou só filosofia? – a explicar-vos vossa soberba e ignomínia, vossa fraqueza e mediocridade; vossa vida e insanidade, assim, recitando versos...&lt;br /&gt;Deixaste-vos carimbar, rotular, registrar, vendeste-vos!  Paciência! No mundo das aparências em que viveis, pensando estar no das idéias, não sou nada e até para ser mais uma sombra necessito de vossa aprovação, de vossa avaliação.  Mais medíocre eu, que me submeti a tal, expondo-me ao ridículo, colocando-me a mercê de pobres diabos ignorantes como vós, todos que se julgam “sábios” e “doutores”, porque outros, tanto quanto (parvos), assinou-vos um pedaço de papel, assim testemunhando, após haver escrito páginas e páginas sobre o que os outros disseram, fizeram e pensaram!&lt;br /&gt;Pensais ser grandes!  Desiludi-vos de vossa grandeza, despi-vos de vossa megalomania pseudo-sábios.  Sois pó, lama, como todos nós, outros mortais!  Acaso ides ao banheiro?  Excretais ou não?  Necessitais banhar-se ou não fedeis nunca?  E drogas?  Usai-as às escondidas dentro de vossos feudos para que a Academia não saiba que sois drogados, hipócritas?&lt;br /&gt;Fazeis troça de quem não conheceis,  Sentindo-vos donos da situação ousais humilhar os pequenos, mas só a vós mesmos tendes diminuído quando tentais desmerecer a outrem..  Ouvi e entendei , sepulcros caiados, a farsa que representais já está desnuda na própria filosofia.  Não calareis nunca o meu, o nosso grito que, como as lições de Sócrates, continuará ecoando em outras bocas,  como as bombas de Bakunin continuará explodindo em outras praças; como os tiros das armas de todos os revolucionários mortos em combate e continuará alvejando outros mercenários como vós, séculos após séculos, milênios... a denunciar vossa pusilanimidade e os interesses escusos que motivam suas ações.&lt;br /&gt;Usais brincos na orelha, andais com ginga, tendes tatuagem nos pés e nas mãos para com tudo isso compor a “persona pós-moderna”, o novo, o futuro, mas vossa mente sustenta-se no atraso, na tradição, no preconceito e na discriminação... bobos da corte, marionetes, fantoches macabros, dançais dentro de sedas e ternos caros o ritmo lúgubre da morte dos excluídos.  Sois cúmplices dos encapuzados, dos endinheirados, dos capa preta, dos mandantes, dos coronéis, dos assassinos de colarinho branco, dos carrascos sangrentos do analfabetismo, da fome e da doença... até em vossos livros os bajulais e isto é fácil de provar!&lt;br /&gt;Quereis representar a modernidade, mas viveis fechados em vossos próprios feudos (alguns conformando-se com pequenas baias brancas, cheias de computadores e bugigangas dentro)!  O inusitado, mas não passais de repetição.  Quereis representar a vanguarda intelectual, mas sois racistas, tolos, rasos e atrasados!  Fazeis o discurso da democracia e da igualdade mas sois tiranos nojentos, ditadores pusilânimes, capazes sabe-se lá de quê para conquistar vossos objetivos.  Representais o passado!  Subliminar à vossa bandeira branca da paz pode-se ver as fileiras disciplinadas, carregando a suástica de Hitler, as traições de Stálin,  os assassinatos cometidos por Pinochet, Mussolini, Vargas e tantos outros ditadores de carteirinha pelo mundo afora que se locupletaram do poder público para enriquecer suas próprias contas bancárias e perseguir aqueles que pensam diferente dos seus instintos genocidas, etnocidas, homofóbicos, fratricidas,  elitistas, desumanos!&lt;br /&gt;“Viva o país do bandido, salve pátria do jaguar!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diacui Pataxó&lt;br /&gt;Professora de Filosofia, Arte, Religião eHistória, especialista em Política Educacional Ilhéus.diacui_pataxo@hotmail.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3648143099928206614-5600748113167623655?l=artezemanhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artezemanhas.blogspot.com/feeds/5600748113167623655/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3648143099928206614&amp;postID=5600748113167623655&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/5600748113167623655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/5600748113167623655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artezemanhas.blogspot.com/2008/09/aos-doutores-da-academia.html' title='AOS DOUTORES DA ACADEMIA'/><author><name>Sul do Estado</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3648143099928206614.post-5885126185212177667</id><published>2008-07-29T12:50:00.000-07:00</published><updated>2008-07-29T12:54:48.884-07:00</updated><title type='text'>Cacau é um eixo da literatura sulbaiana</title><content type='html'>A região reúne um grupo de autores expressivos e que são reconhecidos no Brasil e mesmo no exterior&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A literatura da região Sul da Bahia apesar da diversidade de temas que apresenta tem como eixo referencial, o cacau,  que mesmo com seus altos e baixos, sua período de apogeu e decadência, aparece como o sujeito principal das narrativas da maioria dos autores sulbaianos. Essa evidencia cristalina é apontada e reconhecida num estudo sobre narrativas históricas e literárias como elementos identitários da região cacaueira Sul-baiana realizado conjuntamente por Moabe Breno Ferreira Costa, Mari Guimarães Sousa e Adailson Henrique Miranda de Oliveira.  &lt;br /&gt;Os autores partem do pressuposto que a configuração econômica das “Terras do Cacau” é um outro aspecto de extrema relevância na representação desse território e destacam em sua análise que: “Com a implantação da monocultura cacaueira entre 1890 e 1940, a lavoura e o comércio se confundem com a produção cultural dessa região. A monocultura do cacau se entrelaça à conformação da cultura grapiúna. Essa constatação, além de historicamente percebida, também se faz evidente na observação da elocução de outras vozes, como na produção literária local”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida alguma, neste cenário aparecem como destaques os romancistas Jorge Amado que tem parte da sua obra focada na região cacaueira, retratando coronéis, jagunços, malandros, cafetões, jogadores, prostitutas e trabalhadores explorados e Adonias Filho, que conseguiram uma dimensão internacional para o seus livros. Ambos conseguiram criar personagens antológicos no cenário fértil das terras do sem.&lt;br /&gt;Os dois diferem essencialmente na elaboração de suas obras. Assim, enquanto o primeiro aparece como um grande contador de histórias em linguagem simples, direta e criador de persongens marcantes, Adonias Filho se revela na construção psicológica dos seus romances, que ganham uma dimensão universal, o que lhe valeu o reconhecimento pela critica especializada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Legado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amado, que faleceu há sete anos,  nos legou como parte do ciclo do cacau uma série de romances como Cacau, publicado por volta dos anos 30 e  o ciclo inclui  Terras do Sem Fim (1942), seguido de  São Jorge dos Ilhéus (1944) e depois, Gabriela, cravo e canela (1958). O ciclo do cacau também abrange  Tocaia Grande, a face obscura (1983) e a Descoberta da América pelos turcos.&lt;br /&gt;Integram o ciclo do cacau na obra de Adonias Filho, os livros Servos da Morte (1946), Memórias de Lázaro (1952) e Corpo Vivo (1962). O escritor também publicou  Chão de Cacau (1976), onde analisa as bases da civilização do cacau e o papel dos coronéis na construção da sociedade regional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros autores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os contistas aparecem como referências Jorge Medauar e Hélio Pólvora. O elenco de ficcionistas regionais é enriquecido ainda por outros nomes como Cyro de Mattos, Euclides Neto, Ruy Póvoas, Clodomir Xavier Marcos Santarrita, Naomar Monteiro Filho,  Antônio Lopes e Jorge Araújo, que tem incursões também  na crítica literária e é reconhecido nacionalmente como ensaísta.&lt;br /&gt;Na poesia, os destaques ficam por conta de autores como Sosígenes Costa, Telmo Padilha, ganhador do prêmio internacional San Rocco, na Itália e do Prêmio Nacional de Literatura, além de Valdelice Pinheiro, que aparecem ao lado de  Plínio Aguiar, Firmino Rocha, Minelvino Francisco Silva (cordelista e xilogravurista), Antônio Junior e outros autores, muitos deles ainda  inéditos e emergentes que aparecem no cenário regional&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O mais conhecido&lt;br /&gt;poeta grapiúna&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Autor de mais de 30 livros publicados, alguns deles traduzidos para o italiano, o espanhol, o inglês e até para o japonês, o poeta Telmo Padilha, falecido há uma década,  conquistou em vida dois importantes prêmios literários: o Prêmio Nacional de Poesia, do MEC, através do Instituto Nacional do Livro, em 1975 e o Prêmio Internacional de Poesia San Rocco, da Itália. O que lhe vale o titulo de um dos mais conhecidos e premiados autores regionais da sua geração, titulo que disputa com Firmino Rocha, que o antecedeu e deixou uma obra fragmentada e com Valdelice Pinheiro.&lt;br /&gt;Entre os livros publicados ele deixou "Girassol do Espanto"(1956); "Ementário"(1974); "Onde tombam os pássaros"(1974); "Pássaro da Noite" (1977); "Canto Rouco"(1977); "O Rio"(1977); "Vôo Absoluto" (1977); "Poesia Encontrada"(1978); "Travessia"(1979); "Punhal no Escuro"(1980) e "Noite contra Noite" (1980), todos no melhor gênero da poesia e dois outros trabalhos editados pela Editus, mas ainda não lançados oficialmente pelos seus familiares, inclusive Canto de Amor e de Ódio a Itabuna um longo poema de 50 páginas e que se soma a um conjunto de reflexões, artigos, crônicas e entrevistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Itabunense anuncia lançamento &lt;br /&gt;de um  novo livro de poesia&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O itabunense Antonio Naud Júnior, anuncia para o dia 31 de julho, o lançamento do seu novo “Livro de Imagens” (Secult/Fundação Pedro Calmon), com  224 páginas e 124 poemas, mapeando quase toda a trajetória poética do autor, de 1988 a 2004. O livro faz parte da Coleção Selo Editorial Letras da Bahia, selecionado por uma comissão julgadora integrada por Aleilton Fonseca, Myriam Fraga, Hélio Pólvora e Gerana Damulakis, entre outros. &lt;br /&gt;A capa leva a assinatura de Moysés Ribeiro e Marcel Santos. O prefácio é de Diógenes da Cunha Lima, poeta e presidente da Academia de Letras do Rio Grande do Norte. O título do livro é uma homenagem a Rainier Maria Rilke – poeta favorito do autor – que em 1902 publicou livro com título idêntico. “Livro de Imagens” será lançado em julho em Itabuna, Salvador e em Paraty, na FLIP – Feira Literária Internacional de Paraty. O autor tem mais de uma dezena de livros inéditos, entre eles, “Homem sem Caminho”, “O Coração Deserto” e “A Língua Apunhalada”.  &lt;br /&gt;Quem é&lt;br /&gt;Escritor e jornalista, Antonio Júnior nasceu na fazenda Bela Vista, em Itabuna, 13 de junho de 1968. Tem oito livros publicados, sendo o primeiro deles “O Aprendiz do Amor” (1993). É um autor intimista e metafísico para quem a literatura é uma forma de música da alma e de grandes interrogações existenciais.&lt;br /&gt; Na sua obra aparece quase sempre o desejo de construir uma filosofia da humanidade partindo das suas experiências pessoais. A reflexão sobre as contradições do mundo moderno e sobre as suas próprias inquietudes e conflitos interiores são uma constante na sua narrativa.&lt;br /&gt;É autor também de “Retratos em preto &amp; branco – Contos góticos de Madrid” (1996), “Ficar Aqui Sem Ser Ouvido por Ninguém” (1998), “Caprichos” (1968), “Um Sentido para a Vida” (2004), "Se um Viajante numa Espanha de Lorca" (2005) e "Suave é o Coração Enamorado" (2006). Viveu em Espanha, Inglaterra, França, Escócia e Portugal. Atualmente está morando em Itabuna, Bahia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3648143099928206614-5885126185212177667?l=artezemanhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artezemanhas.blogspot.com/feeds/5885126185212177667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3648143099928206614&amp;postID=5885126185212177667&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/5885126185212177667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/5885126185212177667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artezemanhas.blogspot.com/2008/07/cacau-um-eixo-da-literatura-sulbaiana.html' title='Cacau é um eixo da literatura sulbaiana'/><author><name>Sul do Estado</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3648143099928206614.post-8517179962186297278</id><published>2008-07-29T12:48:00.000-07:00</published><updated>2008-07-29T12:49:50.135-07:00</updated><title type='text'>Um itabunense na Academia de Letras Garrafais</title><content type='html'>O criador do ABC da Noite saiu do universo comercial para se transformar num imortal  personagem literário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parecendo seguir o conselho do poeta W.H.Auden, autor de The Age of Anxiety, que recomendava que “When the historical process breaks downs... when necessity is associeted with horror and freedom with boredom, then it looks good the bar business”, o que em português significa que quando há uma rutura do processo histórico,  a necessidade se alia ao horror e a liberdade ao tédio, essa á uma boa hora para abrir um bar, Alencar  Pereira da Silva, o caboclo Alencar investiu no ABC da Noite. O ABC, que por estranha  coincidência não abre à noite, tem horários rígidos de funcionamento entre às 11 e 12h30min e 17;30 às 19 horas servindo batidas diversas cujo fabricante aceita disponibilizar a sua receita desde que a direção da Coca-Cola libere a sua fórmula para ele.&lt;br /&gt;O mesmo conselho do vate americano foi incorporado por Antônio Callado no celebrado romance Bar Don Juan, que traçou um painel da esquerda festiva dos anos 60 e serviu de pano de fundo de diversos dramas pessoais, acusações e autocríticas, que acabaram gerando formas de comportamento audaciosos e românticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livro &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso de o ABC do Cabôco, de Adylson Machado, autor do romance Amendoeiras de Outono, o livro é divido em duas partes. Uma descritiva, com informações sobre o homem, o apelido, o local, a razão do nome e um elenco de informações diversas, inclusive sobre os freqüentadores. O segundo bloco, didático, envolve uma parte filosófica, que se desdobra numa espécie de ABC, com as tiradas satíricas do caboclo, que fala de política, religião, da vida e de tudo e de todos com a mesma verve.&lt;br /&gt;Como o livro não cita sua formação como ex-aluno do professor Ewerton Alves Challup, de quem foi amigo pessoal e com quem estudou na juventude, Alencar não perde tempo e declarou á reportagem do Agora: “Infelizmente não tratamos desse assunto,  porque está nas escrituras do Velho Testamento e o livro é mais atual. Uma coisa recente”, argumentou com ironia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mercado&lt;br /&gt;Há 48 anos no mercado, depois de ter transformado o velho açougue do seu padrasto fundado nos anos 20 do século passado, na Travessa Adolfo Leite, no Beco do Fuxico, onde funcionavam barbeiros, alfaites, sapateiros, relojoeiros e outros artífices, o ABC da Noite é passagem obrigatória de artistas, intelectuais, políticos e boêmios. Por ali passaram o presidente Luis Inácio Lula, Tancredo Neves – que não chegou a ser empossado-, além de Jean Paul Sartre e Simone Bouvoir, que vieram a Itabuna ciceroneados por Moisés Alves, compadre e amigo de Jorge Amado e até Carlos Marighela, que esteve em Itabuna fungindo da repressão política aos militantes  da ALN.&lt;br /&gt;O livro considera ainda que o cabôco Alencar não deve ser encarado apenas como um vendedor de batidas, “mas alguém que ocupa o tempo produzindo história, registrando fatos, unindo as pessoas que o construíram como personagens  e atores que se fazem através da atividade profissional  no teatro espontâneo que dispensa ensaio para ser perfeito em cada apresentação”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diálogos impertinentes do Cabôco &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“-Já tem batida Cabôco? &lt;br /&gt;- Só na BR-101 – responde Alencar.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“- Você vende fiado Cabôco? – indaga o freguês, provocação talvez.&lt;br /&gt;- formula endo e compro. Também sou velhaco – responde o vendeiro.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“- Depois que inventaram o isopor ficou mais fácil cada um levar a sua cruz!”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3648143099928206614-8517179962186297278?l=artezemanhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artezemanhas.blogspot.com/feeds/8517179962186297278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3648143099928206614&amp;postID=8517179962186297278&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/8517179962186297278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/8517179962186297278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artezemanhas.blogspot.com/2008/07/um-itabunense-na-academia-de-letras.html' title='Um itabunense na Academia de Letras Garrafais'/><author><name>Sul do Estado</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3648143099928206614.post-5291168535696090441</id><published>2008-06-08T13:54:00.000-07:00</published><updated>2008-06-08T14:03:31.479-07:00</updated><title type='text'>Feito cabras correndo no pasto</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;                                                                                  &lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;                              Iolanda Brito  Costa    *                                                                                       &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;   &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;habitas a minha fome de saber-me orfã,&lt;br /&gt;पोinteiro। e tudo o mais foi feito para&lt;br /&gt;acompanhar-me: a compra, o doce, a louça,&lt;br /&gt;a palavra louca encharcada de mel e própolis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e quem precisará de companhia?&lt;br /&gt;verterei os flancos, os caminhos inteiros obstruirei.&lt;br /&gt;farei orações, brincarei com gatos e me alimentarei&lt;br /&gt;apenas do necessário. o etílico e o retórico&lt;br /&gt;serão esquecidos e, aos sábados, visitarei&lt;br /&gt;a minha filha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não me tragas o mundo!&lt;br /&gt;quero esquecê-lo quando estiver segurando&lt;br /&gt;as ameixas. do meu ventre, nenhuma&lt;br /&gt;tormenta. e paz aos meus pés andados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IV&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no equinócio não esquecerás de trazer-me&lt;br /&gt;as flores. e eu te agradecerei com almofadas&lt;br /&gt;e sopa quente. leremos os Irmãos Grimm&lt;br /&gt;e sonharemos com cabras correndo no pasto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;V&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cedo ou tarde à infância voltarei e às suas&lt;br /&gt;intransferíveis lembranças. mas nunca compreenderei&lt;br /&gt;o porquê de Agamenon, Silvestre e Bartolomeu&lt;br /&gt;chamarem-se assim. e eu já apreciava vocábulos&lt;br /&gt;de coisas ditas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;persegues, então, essa mulher de olhar&lt;br /&gt;pervagante que se ocupa de questões&lt;br /&gt;absolutamente desnecessárias, não crê&lt;br /&gt;na política de cotas e outras novidades&lt;br /&gt;que não toquem no humano de nós: olho&lt;br /&gt;aberto para o invisível e a minha cara&lt;br /&gt;na frente do espelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VII&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e não temos o nítido olhar do girassol&lt;br /&gt;e nem a gosma discreta das lesmas. minha&lt;br /&gt;cabeça está na varanda. por entre&lt;br /&gt;o olho e o afago, o alho, a fuga,&lt;br /&gt;a bandeja e  a toalha:&lt;br /&gt;"Berra, cabrinha, põe-te mesinha!&lt;br /&gt;Berra, cabrinha, tira a mesinha!".&lt;br /&gt;e tudo obedecia।&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3648143099928206614-5291168535696090441?l=artezemanhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artezemanhas.blogspot.com/feeds/5291168535696090441/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3648143099928206614&amp;postID=5291168535696090441&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/5291168535696090441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/5291168535696090441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artezemanhas.blogspot.com/2008/06/feito-cabras-correndo-no-pasto.html' title='Feito cabras correndo no pasto'/><author><name>Sul do Estado</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3648143099928206614.post-3703562536813064828</id><published>2008-06-02T07:23:00.001-07:00</published><updated>2008-06-02T07:26:26.113-07:00</updated><title type='text'>Começa Mostra Grapiúna de Monólogos</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;            Uma semana de agitação é o que promete a produtora cultural e atriz, Eva Lima,  para a II Mostra Grapiúna de Monólogos, que promete exibições de teatro, música, dança e até o lançamento do livro ABC do Cabôco, de Adilson Machado no período de 3 a 8 de junho, no Centro Cultural Adonias Filho. A mostra amplia o mutirão realizado ano passado, devendo reunir desta vez 10 duplas  baianas, com o objetivo de estimular a formação de novos atores.&lt;br /&gt;         A programação começa dia 3, à tarde com um show de Zé Henrique e Banda Verde e prossegue à noite, com exibições de dança de Jamil Marques e Marcelo Lobo, Maktub e do ucraniano Valdemar Krechovisky, além de performances de Jaffet Ornelas, Sabará, Marcelo Ganem, Selma Aguiar, Natália Roux e Cibele Gava.&lt;br /&gt;         Dias 4 será a vez das apresentações das duplas Jô Leal e Fabio Nascimento (Ilhéus), Alex Francis e Bonnier (Itabuna), Adrian Greyce e Gildon Oliveira (Salvador), Michael Costa e Aldenor Garcia(Itabuna) e Letícia e Luciano Mendes(Guananbi). Dia  5 a programação continua com Larissa Profeta/Marcos Nô (Itabuna), Wende Damasceno/Tonny Ferreira (Salvador), Aldenor Garcia/Lucas Oliveira (Itabuna)  e Tatiana Cruz / Cláudio Souza (Santa Luz).&lt;br /&gt;         Dia 6 haverá a premiação dos vencedores das duplas de atores  e apresentação da peça as Solteironas, com um elenco de artistas de Fortaleza. O mesmo grupo se apresenta também nos dias 7 e 8 de junho. Também nos dias 7 e 8 de junho, às 17 horas, será apresentado no CCAF o espetáculo infantil  Quem tira do dente do lobo mau?, dirigido com Vicente Dávila e com participação de Lucas sant’ana e Pedro Dávila.&lt;br /&gt;         Eva Lima explica que o projeto vem sendo ampliado a cada ano e que em sua versão de 2009, a idéia é incluir competições de musica, teatro e dança. Na sua versão 2008,  a Mostra Grapiúna inclui uma homenagem a Paulo Autran, considerado um ícone do teatro brasileiro e que faleceu recentemente.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3648143099928206614-3703562536813064828?l=artezemanhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artezemanhas.blogspot.com/feeds/3703562536813064828/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3648143099928206614&amp;postID=3703562536813064828&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/3703562536813064828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/3703562536813064828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artezemanhas.blogspot.com/2008/06/comea-mostra-grapina-de-monlogos.html' title='Começa Mostra Grapiúna de Monólogos'/><author><name>Sul do Estado</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3648143099928206614.post-4203663495556558841</id><published>2008-05-09T14:33:00.001-07:00</published><updated>2010-04-27T05:01:12.738-07:00</updated><title type='text'>O desafio da era dos extremos</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ag3gdf23bjY/SCTYmewylTI/AAAAAAAAADc/7PpgiuFJJQM/s1600-h/pedrosa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5198518025496728882" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ag3gdf23bjY/SCTYmewylTI/AAAAAAAAADc/7PpgiuFJJQM/s400/pedrosa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Israel Pedrosa reúne em ensaios todo um arcabouço&lt;br /&gt;critico do seu tempo e as suas grandes contradições&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Kleber&lt;/span&gt; Torres&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Uma revisão critica do nosso tempo, esta seria a melhor definição para compreender “Na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;contramão&lt;/span&gt; dos preconceitos estéticos da era dos extremos”. O livro reúne um conjunto de ensaios, conferências, entrevistas e anotações criticas de Israel Pedrosa, um artista plástico que ganhou dimensão internacional com o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;fenômeno&lt;/span&gt; da cor inexistente, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;projeto&lt;/span&gt; que ocupou sua &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;atividade&lt;/span&gt; pictórica ao longo dos últimos 40 anos e é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;objeto&lt;/span&gt; de livros, pesquisas e referências na área da física aplicada.&lt;br /&gt;O conceito básico de era dos extremos é o mesmo do historiador &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Eric&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Hobsbawm&lt;/span&gt;, que o definia como o período tenso da guerra fria marcado pelo confronto aberto entre o comunismo e o capitalismo. Nesse período, o quadro do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;anticomunismo&lt;/span&gt; implanta-se como um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;ideário&lt;/span&gt; das classes dominante em escala mundial, manifestando-se em conflitos como a Guerra da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Coréia&lt;/span&gt; e a divisão da Alemanha Ocidental e Oriental separadas por um muro de concreto e cimento que veio abaixo nos anos 90, com o processo da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;gloablização&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Mas uma outra definição mais ampla para a era dos extremos, foi dada pelo musico &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Yehudi&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Menahin&lt;/span&gt;, ao considera-lo como o século que despertou as maiores esperanças já concebidas pela humanidade, mas que em contrapartida, ao mesmo tempo, destruiu todas as ilusões e ideais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Portinari&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O seu livro começa a partir de uma revisão critica de Cândido &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Portinari&lt;/span&gt;, de quem foi aluno e amigo pessoal, que além de ser um artista responsável por uma verdadeira revolução nas artes plásticas brasileiras, também tinha participação na vida política do país e denunciava as suas grandes mazelas e as graves contradições &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;econômicas&lt;/span&gt;, sociais e culturais.&lt;br /&gt;Para Pedrosa, que em 80 anos acumulou uma expressiva bagagem cultural e conhecimento: “A obra de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Portinari&lt;/span&gt; se transformou num símbolo e bandeira dos ideais artísticos, democráticos e libertários”. Também faz referencia à &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;propria&lt;/span&gt; história do Brasil, com fatos com a criação do então Partido Comunista Brasileiro, que agregou trabalhadores e artistas envolvidos com um ideal igualitário e na crença de um homem novo que se contrapunha a Adolfo Hitler, com seu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;ideário&lt;/span&gt; nazista de uma raça ariana.&lt;br /&gt;No ensaio, ele observa que o surrealismo, um movimento &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;antagônico&lt;/span&gt; ao realismo socialista seria uma proposta &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;trotskista&lt;/span&gt; e faz um alerta dramático do nosso tempo: a desumanização da arte, que privilegia a tecnologia e perde cada vez mais a sua essência humanista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Muralistas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um outro ensaio critico faz referências a David &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Alfaro&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Siqueiros&lt;/span&gt;: revolucionário, político, artista e um dos principais teóricos da arte realista, pública, popular e heróica, sendo também corpo e alma do moderno &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;muralismo&lt;/span&gt; mexicano, que teve a participação de artistas expressivos como Diego Rivera e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;Orozco&lt;/span&gt;. Ele não só liderou o movimento &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;muralista&lt;/span&gt;, como também exerceu ao longo da sua vida uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;atividade&lt;/span&gt; política para anunciar a chegada de um novo tempo.&lt;br /&gt;O livro faz referências também a uma viagem de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;Siqueiros&lt;/span&gt; ao Brasil, onde realizou uma palestra para diversos artistas, depois de um período de exílio no Uruguai, quando retornava ao México.&lt;br /&gt;Israel Pedrosa aborda ainda o domínio do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;fenômeno&lt;/span&gt; físico da cor inexistente, que nada tem a ver com ilusão de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;ótica&lt;/span&gt;, pois é captada por equipamentos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;eletrônicos&lt;/span&gt; e mesmo pelas máquinas de impressão gráfica convencionais a partir da alternância de cores básicas. O processo tem como base a teoria das cores, desenvolvida por Leonardo da Vinci e um trabalho teórico de Goethe.&lt;br /&gt;O principio da cor inexistente influencia a indústria gráfica, a fotografia a cores, o cinema e a televisão analógica e digital. Segundo o artista: “O que eu denominei cor &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;inxistente&lt;/span&gt; é a cor que surge no fundo branco da tela, entre as tramas de várias gamas, de uma mesma cor, levadas ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;paroxismo&lt;/span&gt; pela &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;ação&lt;/span&gt; dos contrastes”.Ele também conta que a realização deste trabalho, ao longo do tempo, tornou-se a realização da sua existência. No momento, Pedrosa desenvolve um outro &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;projeto&lt;/span&gt; que denominou Dez Aulas Magistrais, com a produção da réplica da obra de grandes autores.&lt;br /&gt;No trabalho também são feitas referências criticas ao poeta &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;Geir&lt;/span&gt; de Campos, que defendia a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;idéia&lt;/span&gt; de um homem novo, com seus anseios, proposições, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;ações&lt;/span&gt;, qualidades morais e ética. No ensaio sobre Cantigas de Acordar Mulheres, um dos legados do poeta, que é considerado um canto provisório, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;dialético&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;metamítico&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;matamórfico&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;metacritico&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Comparando o poeta &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;Geir&lt;/span&gt; de Campos a uma raça em extinção, o autor o considera um dos homens para quem a poesia é algo vivo e humanamente valido por si só. Ele também entende que a poesia deve deixar no leitor a lembrança de um sentimento vivido e comunicado.&lt;br /&gt;O conjunto de ensaios também trata do nacionalista Monteiro Lobato, que via a pobreza e o atraso brasileiros como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;decorrência&lt;/span&gt; da subordinação &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;econômica&lt;/span&gt; e cultural das nossas elites aos interesses dos grupos internacionais. Fala também dos artistas plásticos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;Qurino&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;Hilda&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;Campofiorito&lt;/span&gt;, Martinho da Vila, Newton &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;Rezende&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;Iberê&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;Camargo&lt;/span&gt; entre outras pessoas com quem conviveu e que também deixaram um legado á cultura brasileira numa era de extremos, que é uma eterna &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_53"&gt;dialética&lt;/span&gt; hoje com ares globalizados e tecnologicamente sofisticados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3648143099928206614-4203663495556558841?l=artezemanhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artezemanhas.blogspot.com/feeds/4203663495556558841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3648143099928206614&amp;postID=4203663495556558841&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/4203663495556558841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/4203663495556558841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artezemanhas.blogspot.com/2008/05/o-desafio-da-era-dos-extremos_09.html' title='O desafio da era dos extremos'/><author><name>Sul do Estado</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ag3gdf23bjY/SCTYmewylTI/AAAAAAAAADc/7PpgiuFJJQM/s72-c/pedrosa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3648143099928206614.post-5333932845922461192</id><published>2008-05-07T13:16:00.000-07:00</published><updated>2008-05-09T14:45:45.816-07:00</updated><title type='text'>Um resgate lirico da história itabunense</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Livro resgata de forma lírica os detalhes de uma cidade que cresceu e de certa forma não preservou as suas raízes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reunião de crônicas e memórias formam o conteúdo de Retalhos, de Helena Borborema, falecida esta semana, um livro que resgata histórias e imagens de Itabuna, uma cidade que viu crescer e da qual traz recordações amenas, como a de uma misteriosa casa de vidros azuis e que acabou desaparecendo com um progresso envolvente e avassalador, que trouxe no seu bojo ruas, avenidas, casas, edifícios, além de mudanças nos costumes e tradições.&lt;br /&gt;A autora também lembrava da antiga estrada de ferro cuja estação ficava no lugar do edifício onde funciona a FTC e que no passado recente abrigava o Centro Administrativo Municipal e a Câmara de Vereadores. Ela lamenta a desativação da ferrovia, que teve seus trilhos e dormentes arrancados: “seus vagões sucateados, destruídos pela ação do tempo, sem a piedade dos homens que da sua existência nada guardaram, nem como lembrança que se preserva de um ente querido morto”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulino Vieira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem recebe destaque especial em um dos capítulos do livro é a Coronel Paulino Vieira, antiga rua da Laranjeira, onde a escritora nasceu, que tinha uma intensa movimentação aos sábados e ficava próxima da antiga feira que funcionava no centro da cidade, na praça Adami: “Na rua havia residências simples e casas boas. Nas décadas de vinte e trinta, nela residiam os coronéis do cacau, Oscar Marinho falcão -numa bonita casa cheia de janelas e com um portão de ferro e um pequeno jardim ao lado- e o austero Maneca Brandão (Neca), que usava roupa escura com colete, relógio de ouro com corrente na algibeira e chapéu de feltro”.&lt;br /&gt;Também residiam na mesma rua quatro famílias de origem libnanesa: os Barifaldi Hirs, os Habib, os Midlej e os Agle, além dos familiares de Francisco Ribeiro, Arthur Pita, Narciso Rocha, o farmacêutico Benigno Azevedo, o advogado Lafayette Borborema, o coronel Laudelino Lorens e Carlos Maron, que depois foi transformada na sede do Itabuna Clube e onde hoje dá lugar ao prédio do Banco do Brasil na praça Olinto Leoni.&lt;br /&gt;Helena Borborema fala também das mudanças sofridas pela Paulino Vieira, que hoje está sendo transformada num shopping a céu aberto: “Seus moradores aos poucos foram saindo, e um comércio dinâmico ali surgiu. Quase todas as casas foram modificadas. Onde havia janelas surgiram vitrinas. Das casas dos coronéis, uma foi demolida e outra modificada. A rua perdeu a alegria pueril do passado, mas conservou a sua vitalidade sob outros aspectos, como nos mostra hoje o seu comercio atuante”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Festas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retalhos também abre espaço também para festas de Natal, com as tradições dos presépios e da Missa do Galo; da Semana Santa e do Carnaval com seus blocos de mascarados, que se concentravam entre a praça Adami e a rua J.J.Seabra, hoje avenida Cinqüentenário: “O Carnaval era feito de música serpentina e confetes. As músicas, aprendidas pelo povo dois meses antes através das rádios, esquentavam a boca e faziam a animação de todos. Marchas, marchas-racnho, musicas carnavalescas puras, de grandes compositores cariocas. Não havia tro-elétrico, não se pagava altos cachês a cantores importados, nem se onerava os cofres da Prefeitura, porque o Carnaval era feito pelo próprio povo, com suas fantasias e animação”.&lt;br /&gt;Ela destacou ainda o corso, com carros de capota arriada que percorriam o centro da cidade, com jovens fantasiados, que lançavam serpentinas e confetes em verdadeiras batalhas coloridas. Entre os foliões mais criativos, a autora destaca a participação de Narciso Rocha, que teve uma fantasia de Diabo admirada pela sua confecção primorosa, num Carnaval alegre, animado, sem licenciosidade e sem camisinha.&lt;br /&gt;Helena Borborema também resgatou imagens da praça Olinto Leoni, com seus flamboyants floridos e que era o ponto de encontro de jovens e enamorados. O livro também fala da preocupação ecológica da escritora com relação ao rio Cachoeira, que serviu de estrada para os pioneiros e que hoje, poluído cada vez mais, estaria doente, triste e abandonado, como se fosse um paciente agonizante&lt;br /&gt;O livro também resgata a história de personagens que ajudaram a construir a cidade, como o médico Ápio Lopes e figuras anônimas e esquecidas como o carregador Prego, Bomboinha, Dona Albertina – que vendia mingau de tapioca cheirando a canela na rua do Quartel Velho, hoje Rui Barbosa-: “Tomar chocolate com bolinhos no bar, comprar doce no tabuleiro de Bomboinha, beber mingau gostoso de dona Albertina de manhã cedo, mas a mim, criança, eram instantes de grande satisfação. A soma de todas essas pequenas alegrias acrescida de outros prazeres oferecidos pela cidade aos meus olhos que se abriam para a vida, alicerçavam o meu bem querer às coisas e as pessoas da minha terra”. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Quem foi Helena Borborema&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Morre a escritora&lt;br /&gt;Helena Borborema&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida cultural itabunense teve uma perda significativa, com a morte da professora e escritora Helena Borborema, que morreu aos 87 anos, na madrugada de quarta-feira, dia 7 de maio, em sua residência na rua Lafayete Borborema, que leva o nome do seu pai, o primeiro advogado a atuar em Itabuna. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Professora aposentada de geografia, ela deixou dois livros publicados "Terras do Sul", uma homenagem a Itabuna quando o município completou 80 anos de emancipação político-administrativa e depois Retalhos, que resgatava imagens e histórias da cidade que viveu e amou. O seu sepultamento ocorreu na tarde de ontem, no Cemitério do Campo Santo.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3648143099928206614-5333932845922461192?l=artezemanhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artezemanhas.blogspot.com/feeds/5333932845922461192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3648143099928206614&amp;postID=5333932845922461192&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/5333932845922461192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/5333932845922461192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artezemanhas.blogspot.com/2008/05/um-resgate-lirico-da-histria-itabunense.html' title='Um resgate lirico da história itabunense'/><author><name>Sul do Estado</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3648143099928206614.post-1961893071551651215</id><published>2008-05-02T12:19:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T05:50:34.704-08:00</updated><title type='text'>O vôo absoluto de um poeta grapiúna</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ag3gdf23bjY/SBtyL88HROI/AAAAAAAAAC4/DXwZ0efQ11w/s1600-h/images.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195872144764388578" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ag3gdf23bjY/SBtyL88HROI/AAAAAAAAAC4/DXwZ0efQ11w/s400/images.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Telmo Padilha deixou um legado de mais de 30&lt;br /&gt;livros publicados e centenas de poemas inéditos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 5 de maio é dia em que nasceu o filósofo Karl Marx. Neste mesmo dia, há 78 anos, nascia em Ferradas, o poeta grapiúna Telmo Padilha, autor de mais de 30 livros publicados, alguns deles traduzidos para o italiano, o espanhol, o inglês e até para o japonês, que conquistou dois importantes prêmios literários: o Prêmio Nacional de Poesia, do MEC, através do Instituto Nacional do Livro, em 1975 e o Prêmio Internacional de Poesia San Rocco, da Itália.&lt;br /&gt;Ele atuou como jornalista no Rio de Janeiro e depois em jornais da região Sul da Bahia, onde chegou a ocupar a secretaria executiva do Conselho Nacional dos Produtores de Cacau, hoje extinto. Também foi Membro da Academia de Letras de Ilhéus, por indicação de Adonias Filho, de quem foi amigo pessoal. Entre os livros publicados estão "Girassol do Espanto"(1956); "Ementário"(1974); "Onde tombam os pássaros"(1974); "Pássaro da Noite" (1977); "Canto Rouco"(1977); "O Rio"(1977); "Vôo Absoluto" (1977); "Poesia Encontrada"(1978); "Travessia"(1979); "Punhal no Escuro"(1980) e "Noite contra Noite" (1980), todos no melhor gênero da poesia e dois outros trabalhos editados pela Editus, mas ainda não lançados oficialmente pelos seus familiares.&lt;br /&gt;O livro Vôo Absoluto, uma das suas obras mais marcantes, lhe valeu a premiação na Itália e nesse livro, como nos demais trabalhos onde imprimiu um tom intimista, o discurso literário envolve ao mesmo tempo um discurso filosófico, de caráter existencialista, o que permite ao leitor diversas leituras e releituras.&lt;br /&gt;O autor também trabalhava temas recorrentes como a morte, os pássaros – que dão títulos a dois de seus livros - , solidão, além do amor e da vida. Também falava da sua relação com a realidade da sua terra, da cultura do cacau e do próprio compromisso do artista com a história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Críticos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos seus críticos dizia e ele conviveu com vários deles, como Gilberto Mendonça Teles, José Paulo Paes e Eduardo Portela, que sua poesia residia numa lírica lucidez, que se contrapõe a um verdadeiro abismo interior, entre a febre e insônia, expressando num processo criativo maduro e num estilo impecável.&lt;br /&gt;Telmo Padilha escrevia compulsivamente e deixou além de milhares de poemas escritos em papel ofício, de embrulho e até em lâminas de maços de cigarro, sempre com uma letra miúda, que estão sendo catalogados por familiares, um legado de centenas de artigos publicados em jornais, revistas e publicações da região e da capital.&lt;br /&gt;Nos artigos ele falava sobre tudo: literatura, poesia, economia, filosofia e até dos amigos para quem tinha sempre uma palavra elogiosa e um afago. Também deixou um longo poema de amor e ódio a Itabuna, cidade que retrata através das pessoas e das vivências do seu dia a dia e que foram transformados em poesia.&lt;br /&gt;O poeta nos deixou numa manhã chuvosa do dia 16 de julho de 1997, depois de sofrer um acidente de automóvel na BR 101 e mesmo sendo removido como vida para um dos hospitais da cidade, acabou não resistindo aos ferimentos recebidos e morreu de traumatismo craniano.(Kleber Torres)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Texto poético&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;INFÂNCIA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Telmo Padilha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fartura. Nem tanto&lt;br /&gt;mais que uma fazenda&lt;br /&gt;com seus pastos, seus animais,&lt;br /&gt;o engenho antigo, o rio&lt;br /&gt;correndo entre pedras,&lt;br /&gt;tímido sob as grandes&lt;br /&gt;árvores,&lt;br /&gt;água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite desenhava&lt;br /&gt;úmidas assombrações.&lt;br /&gt;O vento no rosto&lt;br /&gt;do menino cavalgava&lt;br /&gt;mais que seu cavalo.&lt;br /&gt;A vida tinha seu cheiro&lt;br /&gt;de eternidade, exato&lt;br /&gt;e puro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte era um fato&lt;br /&gt;natural, quase geométrico&lt;br /&gt;na ignorância da tarde.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Prêmios&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Melhores Livros", da Câmara municipal de Itabuna (1956);&lt;br /&gt;"1º Concurso de Poesia - A Tarde";&lt;br /&gt;"Prêmio Nacional de Poesia do Instituto Nacional do Livro" (1975);&lt;br /&gt;Prêmio do Concurso Internacional de Poesia San Rocco, Itália (1976);&lt;br /&gt;1º Prêmio do Concurso de Poesia Firmino Rocha, da Prefeitura Municipal de Itabuna (1981);&lt;br /&gt;Prêmio Sosígenes Costa da Prefeitura Municipal de Ilhéus (1981).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3648143099928206614-1961893071551651215?l=artezemanhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artezemanhas.blogspot.com/feeds/1961893071551651215/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3648143099928206614&amp;postID=1961893071551651215&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/1961893071551651215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/1961893071551651215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artezemanhas.blogspot.com/2008/05/arte-e-manhas.html' title='O vôo absoluto de um poeta grapiúna'/><author><name>Sul do Estado</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ag3gdf23bjY/SBtyL88HROI/AAAAAAAAAC4/DXwZ0efQ11w/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3648143099928206614.post-9145335079225722061</id><published>2008-04-21T14:29:00.000-07:00</published><updated>2008-04-23T08:28:09.137-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;"&gt;ARTE &amp;amp; Manhas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc6600;"&gt;&lt;strong&gt;(Poemas)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Kleber TorresJulho 1988&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"O menor em lugar do maior"&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;James Joyce, in Giacomo Joyce&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Apresentação-&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prazer, John Tex !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Diagnóstico&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem tá fodido !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Pessoa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na vida ,&lt;br /&gt;o poeta finge.&lt;br /&gt;Dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Energia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É é igual a MC²&lt;br /&gt;e o caralho ,a quatro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Fome&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem metáforas e em silêncio&lt;br /&gt;a fome come&lt;br /&gt;o homem:&lt;br /&gt;lampejos de inanição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Pre(texto)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De a até z o azo&lt;br /&gt;que sai da axila do corvo&lt;br /&gt;e o boato,&lt;br /&gt;na boca do povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Drumoniana I&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi arcturus&lt;br /&gt;cão mijando no muro&lt;br /&gt;e este verso&lt;br /&gt;claro e sem enigmas,&lt;br /&gt;duro, numa parede de estrelas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Vôo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas tuas asas de acrílico&lt;br /&gt;o vôo rasante da águia&lt;br /&gt;cortando o silêncio etílico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Elogio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá vai o capenga para o trabalho !...&lt;br /&gt;- Êta cabra retado!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Violência I&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rambo&lt;br /&gt;ficou no meio da rua&lt;br /&gt;numa dança de sombras&lt;br /&gt;mambo ou calipso 45.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Violência II&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No alto do morro&lt;br /&gt;tiros traçantes de metralhadora&lt;br /&gt;contra gritos inúteis de socorro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Violência III&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Simplificando:&lt;br /&gt;para o assaz bandido intrigado,&lt;br /&gt;quem foi o otário que achou&lt;br /&gt;a tal bala perdida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Paranóia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Medra&lt;br /&gt;o medo na pedra&lt;br /&gt;:merda !...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Césio 147&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em síntese,&lt;br /&gt;nem os números definem a morte&lt;br /&gt;nem a sorte que gira na roleta&lt;br /&gt;ou&lt;br /&gt;o silêncio eternamente nuclear&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Opções&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com coca &amp;amp; cola&lt;br /&gt;os cheiros da fantasia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Questionamento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você já viu veado com asas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Pré(visão)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cacau vai cair !...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Amor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois,&lt;br /&gt;há a primazia do nada sobre o ser&lt;br /&gt;e a morte da vontade de possuir o mundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Função&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poeta não se omite&lt;br /&gt;nem aceita a cooptação&lt;br /&gt;ele prefere a catástrofe,&lt;br /&gt;a explosão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Pássaros&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gil,&lt;br /&gt;engendra rouxinóis...&lt;br /&gt;e Caetano,&lt;br /&gt;ave.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Hai - Kai&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Navega o poeta em nau incerta&lt;br /&gt;e entre versos e risos,&lt;br /&gt;vai contestando a festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Hai - Kai II&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devastam o pasto&lt;br /&gt;deserto vasto e antecipado&lt;br /&gt;matando os sonhos de amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Hai - Kai III&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do fogo e da queimada&lt;br /&gt;um mar de devastação :&lt;br /&gt;cheiro de morte e cinzas no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Hai Kai IV&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acima do lastro e do muro&lt;br /&gt;a inusitada violência ou&lt;br /&gt;o murro no escuro .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Hai Kai V&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vejo novela&lt;br /&gt;nem enrêdos furtivos :&lt;br /&gt;a vida é minha tela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Hai Kai VI&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do lixo atômico :&lt;br /&gt;teus beijos de plutônio&lt;br /&gt;e abraços de césio .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ritmo joiceano&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contratransmagnifiendjudeibumbatancialidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;In(certezas)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poeta não sabe da sorte&lt;br /&gt;nem da vida ou da morte&lt;br /&gt;nem se esconde...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Síntese &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;És&lt;br /&gt;que&lt;br /&gt;cimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Tempo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é um relógio&lt;br /&gt;um sempre tique-taque,&lt;br /&gt;depois, tudo pára..&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3648143099928206614-9145335079225722061?l=artezemanhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artezemanhas.blogspot.com/feeds/9145335079225722061/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3648143099928206614&amp;postID=9145335079225722061&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/9145335079225722061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3648143099928206614/posts/default/9145335079225722061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artezemanhas.blogspot.com/2008/04/arte-manhas.html' title=''/><author><name>Sul do Estado</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
